Prova dos três tambores: originária do Texas modalidade já é um evento tradicional em Castanhal

Três tambores é um esporte e bastante praticado em Castanhal e o Pará é ocupa o terceiro lugar no ranking nacional, ficando atrás de São Paulo e Paraná

Patrícia Baía

A prova dos Três Tambores é uma modalidade que exige velocidade e coordenação motora excepcional por parte do cavaleiro ou da amazona.

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Ela consiste em contornar três tambores, dispostos em figura triangular, em menor espaço de tempo. E tudo isso montando um belo exemplar da raça quarto de milha, a amazona ou o cavaleiro fazem o percurso em apenas alguns segundos e quem fizer em menor tempo ganha.

Três tambores é um esporte e bastante praticado em Castanhal e o Pará é ocupa o terceiro lugar no ranking nacional, ficando atrás de São Paulo e Paraná. Como explica o presidente da ATBPA (Associação de Tambor e Baliza do Estado do Pará), Breno Santos. “O crescimento do nosso esporte já vem ao logo dos anos e passando por algumas transformações e aperfeiçoamentos de treinadores, animais e competidores. É um esporte tradicional em Castanhal e que se destaca pela grande quantidade de cavalo quarto de milha, sendo que em toda região possuímos oito pistas de vaquejada”, explicou.

O município vai sediar, de 25 a 27 de novembro, a 5ª etapa do X Campeonato Paraense 2022/2023 de Três Tambores, organizado pela ATBPA e realizado pelo Haras C&B São José, onde acontecem as provas.

O Campeonato Estadual possui oito etapas. Para esta etapa de Castanhal estão sendo aguardados cerca de 100 competidores. Além de Castanhal há representantes de vários municípios do Pará, como Altamira, Paragominas, Jacundá, Parauapebas, Acará e Marabá; e de outros Estados como Maranhão e Tocantins.

“Para nós é importante recebermos não só competidores do nosso estado, mas como também dos estados vizinhos A região norte vem crescendo com o esporte dos três tambores e o Pará está entre os cinco melhores do país e se destacando de uma forma bem satisfatória”, pontua Breno. 

Preparativos

A advogada Gabriela Guerreiro, mora em Belém e é uma das competidoras da etapa Castanhal. Ela vem treinar duas vezes na semana no Haras C&B São José. A amazona iniciou na infância a praticar esporte com cavalo. “Paixão por cavalo sempre existiu desde pequena e com seis anos comecei no hipismo e tive essa base de montaria com os saltos. Fiquei uns seis anos praticando até conhecer os Três Tambores e nunca mais parei de praticar e já são quase 15 anos de paixão, disse.

image Gabriela Guerreiro começou no hipismo aos seis anos e participa da Prova há 15 anos (Patrícia Baía/ O Liberal)

A ansiedade é o sentimento principal nesta reta final. “A gente sempre fica a mil por ser um campeonato que a gente sempre espera para poder correr e cada prova é uma adrenalina e uma emoção diferente e tem que estar com o preparo físico tanto nosso quanto do animal em dia e tem que ter um treinamento certinho, o animal com alimentação certinha e tudo encaixado para que no dia da competição esteja todo mundo alinhado”, explicou.

A competidora Alice da Costa Santos, de dez anos, participa das provas dos Três Tambores desde os cinco anos de idade. E hoje aos 11 anos é uma das grandes promessas desta etapa. Os treinos estão cada dia mais intensos assim como a expectativa para a competição. “Estou com as melhores expectativas e muito ansiosa mesmo. Estamos todos os dias falando sobre a prova porque esse momento de correr é o que mais amamos. Os animais estão sempre bem tratados e com a melhor alimentação e carinho. Tudo bem certinho para encaixar no dia da prova”, contou.

O treinador das amazonas é o paraense “Macapá”, apelido do Édio Santos de Souza que é domador de cavalos e treinador do esporte dos Três Tambores há 14 anos. “Eu fui pra São Paulo no começo dos anos 2000 para aprimorar meus conhecimentos em doma de cavalos e foi quando conheci esse esporte e fiquei interessado em aprender e desde então estou neste ramo”, disse.

image Alice Santos é uma promessa da 5ª etapa da Prova dos Três Tambores (Patrícia Baía/ O Liberal)

Para o treinador a dedicação é um dos pontos principais para quem quer seguir no esporte. “Como em qualquer área, atividade ou profissão tem que ter a dedicação. Para ser um bom cavaleiro ou amazonas precisa de muito esforço, treino e principalmente ter um bom cavalo”, enfatizou, Macapá.

Quarto de milha

A escolha da raça é por se tratar do cavalo mais versátil do mundo, com muita habilidade e explosão, como explica o treinador Macapá. “Como a prova é de velocidade cronometrada é preciso um cavalo com bastante explosão para se obter um bom resultado. E essa é a raça com todas as características. Para começar a competir cavalo chega em sua melhor forma dos 6 aos 9 anos e tem animal que está com 25 anos e ainda está competindo, principalmente nas categorias jovem e amado, porque hoje em dia a longevidade do cavalo atleta vai longe por causa do desenvolvimento da medicina veterinária tá indo muito mais pra frente. Temos muito mais recursos tecnológicos”, explicou.

Saiba as regras

As regras da prova de três tambores são bem claras. A contagem é feita por um cronômetro eletrônico e começa quando o focinho do cavalo atravessa a linha de partida.

A disposição dos tambores também tem uma medida oficial, sendo 27,5 metros entre o primeiro e o segundo, e de 32 metros entre o segundo e o terceiro. Mas, dependendo do tamanho da pista, essa distância pode variar.

Origem dos Três Tambores

A modalidade de Três Tambores nasceu no Texas, Estados Unidos, um estado que é referência para a cultura country.

Serviço

A competição acontecerá nos dias 25, 26 e 27 de novembro, no Haras C&B São José, localizado na rodovia Castanhal- Inhangapi, km 1,5.  Serão mais de R$ 80.000,00 de premiação.

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