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Nível do Rio Tapajós chega a 8 metros e alaga ruas de Santarém; entenda o fenômeno

De acordo com a Defesa Civil, a quantidade de água está oscilando uma média de 3 centímetros para cima e para baixo. Esse fenômeno causou a invasão da água na frente da cidade.

Andria Almeida

Na manhã desta sexta-feira (22) a orla da cidade de Santarém, no oeste do Pará, foi invadida pela as águas do Rio Tapajós. O rio está 90 centímetros acima da cota de alerta, atingindo a marca de oito metros. As fortes chuvas causaram prejuízos ao comércio da cidade; alguns pontos comerciais foram alagados. 

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Dados da Defesa Civil de Santarém apontam que a cheia deste ano pode ser a maior dos últimos 13 anos. Isso porque de  acordo com a régua da Agência Nacional das Águas (ANA), instalada no porto da Companhia Docas do Pará (CDP), o nível do rio está sob o fenômeno conhecido como repiquete que é a oscilação do rio para cima e para baixo. 

Cheia do Rio Tapajós em Santarém (Andria Almeida)

De acordo com a Defesa Civil, a quantidade de água está oscilando uma média de três centímetros para cima e para baixo. Esse fenômeno causou a invasão da água na frente da cidade.

“O nível do Tapajós já ultrapassou 8 metros nos últimos dias, hoje  chegou a oscilar entre 7,99 m e  8 metros. Esse fenômeno que é bem comum em tempos de cheias é conhecido como repiquete”, detalhou o coordenador da defesa civil, Darlison Maia.

O coordenador da defesa civil explica que a quantidade de água está oscilando uma média de três centímetros para cima e para baixo. Esse fenômeno causou a invasão da água na frente da cidade.

“O momento é de cautela, porém se o rio está com repiquete é um indício que ele pode parar de subir, mas ainda temos o mês de abril, e maio que no ano de 2009 chegou a 8,30 metros”, destacou Darlison.

Ainda de acordo com a defesa civil, a intervenções já estão sendo feitas por parte do governo e município nas áreas afetadas pelo rio. “A partir de hoje serão montadas passarelas em alguns trechos da orla, além de bombas de sucção que já foram instaladas", explicou.

Ruas alagadas causam transtornos e prejuízos 

Para quem precisou trafegar pelo centro comercial da cidade enfrentou alguns transtornos. Dona Maria de Nazaré relata que precisou atravessar para tirar uma xerox e ficou com as pernas toda molhada. ”Estou na fila do banco e precisei tirar cópia de um documento do outro lado da rua. O único jeito de fazer isso foi pisando na água que chega nas canelas”, contou.

Já para o comerciante Francisco Roberto, que tem um restaurante na frente da cidade, houve prejuízo com a invasão da água no estabelecimento. O restaurante dele ficou praticamente sem condições de acesso ao público. “No momento está dificultoso pela subida da água. Já está na hora do almoço e o restaurante está vazio. Vai melhorar quando colocarem as marombas. A prefeitura disse que hoje já começa a instalação”, disse.

Dona Rosangela Nonato foi outra moradora que passou pelo transtorno de disputar pedaços de calçadas que ainda não foram inundados para se locomover. “A gente precisa passar pela água que está rua e isso dá medo de pegar uma leptospirose ou outra doença. Eu não tenho coragem de me arriscar numa água dessa”, enfatizou.

O assessor técnico da secretaria de infraestrutura do município, Elvis Portela de Aguiar, informou que em um dos pontos afetados pela cheia do rio, na orla da cidade, está sendo instalado um sumidouro, mais conhecido como ‘ladrão’ para drenar a água do rio que está na avenida para as bombas, que estão instaladas na frente da cidade. A previsão é que  o serviço fique pronto ainda essa semana.

Cheias anteriores

A cota de alerta do nível do rio no município é de 7,10 metros. A maior cheia do Rio Tapajós ocorreu em 2009, quando alcançou a marca de 8,31m, no final do mês de maio. Ainda assim, 2022 superou o nível desse marco para o período de 22 de abril, estando com cotas superiores às de 2009 e 2014, anos em que alcançaram 7,82 m e 7,84 m, respectivamente, no mesmo período acima citado.

Famílias afetadas pelas fortes chuvas

De acordo com o levantamento da Defesa Civil do município, o número de famílias desalojadas em decorrência das fortes chuvas na cidade chegou ao total de 119, essas, deverão receber o auxílio do programa ‘Recomeçar’.

As famílias cadastradas no programa vão receber uma parcela única de um salário mínimo que deve ser pago já na próxima semana, diretamente no banco do estado, conforme informou a defesa civil local.

 

Pará
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