Ministério dos Direitos Humanos destaca legado de irmã Henriqueta, que morreu em um acidente
A instituição classifica irmã Henriqueta como “referência histórica na defesa dos direitos humanos no Brasil, especialmente na Amazônia
O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania divulgou nota em que manifesta profundo pesar pelo falecimento de Irmã Marie Henriqueta Ferreira Cavalcante, “referência histórica na defesa dos direitos humanos no Brasil, especialmente na proteção de crianças e adolescentes na Amazônia”. Ela morreu em um acidente de trânsito, no sábado (10), na rodovia BR-230, na Paraíba.
Diz ainda a nota que, com trajetória marcada pelo compromisso ético, pela coragem e pela atuação direta junto às populações mais vulnerabilizadas, irmã Henriqueta dedicou sua vida ao enfrentamento da violência sexual, da exploração de crianças e adolescentes e de outras graves violações de direitos, com atuação reconhecida nacional e internacionalmente. "No estado do Pará, foi uma liderança fundamental na articulação de redes de proteção, no diálogo com instituições públicas e na mobilização da sociedade civil", afirma.
Sua contribuição foi decisiva para a consolidação do Fórum Cidadania Marajó, espaço estratégico de articulação, denúncia e construção coletiva de ações voltadas à defesa dos direitos humanos no arquipélago do Marajó, "fortalecendo a incidência política e a visibilidade das violações históricas enfrentadas na região".
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Perda imensurável
Ainda segundo o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, a força de sua trajetória ultrapassou o campo institucional e social, inspirando também a produção cultural. Sua atuação foi uma das referências para o filme Manas, que trouxe ao debate público a realidade da violência sexual contra meninas e mulheres na Amazônia, ampliando a conscientização sobre o tema e reforçando a urgência de políticas públicas de proteção.
"A partida de irmã Henriqueta representa uma perda imensurável para o Brasil e para todos os que atuam na promoção e defesa dos direitos humanos. Seu legado permanece vivo na luta cotidiana por justiça, dignidade e proteção das infâncias e adolescências. O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania se solidariza com familiares, amigas e amigos, comunidades, organizações e todas as pessoas impactadas por sua vida e por sua luta", afirma.
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