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Dia Mundial da Doença de Alzheimer é marcado pela luta em sensibilizar a população sobre a condição

Cerca de 100 mil casos são detectados por ano no Brasil; doença é neurodegenerativa e progressiva 

Camila Azevedo

Esta quarta-feira (21) marca o Dia Mundial da Doença de Alzheimer, data que luta pela sensibilização da população sobre a importância, diagnóstico e cuidados relacionados ao Alzheimer. Setembro também é alusivo à campanha de conscientização. A condição neurodegenerativa e progressiva afeta, em grande parte, pessoas acima de 65 anos. No Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde, é estimado que existam cerca de 1,2 milhões de casos, a maioria não diagnosticados, e outros 100 mil são detectados por ano. 

O Alzheimer pode impactar a memória, a linguagem e a percepção do mundo ao causar a morte de células cerebrais. Além disso, alterações no comportamento, na personalidade e no humor do paciente são comuns durante o processo. Quando o diagnóstico é feito no início, ainda com os primeiros sintomas, é possível retardar o avanço e ter mais controle sobre os sinais, garantindo melhor qualidade de vida tanto para a pessoa que tem a doença quanto para a família. 

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O neurologista Silvio Pessanha Neto, diretor executivo nacional do Instituto de Educação Médica (IDOMED), explica que a partir do momento em que há a morte dos neurônios, os sintomas são logo percebidos. “Os mais comuns são: repetição da mesma pergunta várias vezes, falta de memória para acontecimentos recentes e cotidianos, dificuldade para acompanhar conversas ou discussões mais complexas, incapacidade de elaborar estratégias para resolução de problemas, dificuldade para dirigir ou encontrar caminhos conhecidos e dificuldade para encontrar palavras que expressem ideias ou sentimentos pessoais, gerando irritabilidade e desconfiança”, afirma o doutor. 

Montar estratégias é necessário para o dia a dia e faz parte da rotina de quem cuida constantemente de pacientes que têm Alzheimer. É o caso do Áureo DFreitas, professor de 58 anos, que entrou no cotidiano da mãe, a Dina Teixeira, de 89 anos, após ela ser diagnosticada com a doença em 2009. “A gente sentiu que ela não estava escutando e estava rejeitando isso, aí começamos a fazer de tudo para entender o que estava acontecendo. Resolvemos levar até o neuro e foi quando veio o diagnóstico”, explica.

Desde então, a rotina passou a ser cercada de estímulos para ajudar e retardar o avanço, junto com o tratamento médico. A volta de reuniões familiares adaptadas ao tempo da Dina e a prática de atividades fazem parte. “Agendei uma série de datas comemorativas, fazendo festas bem interessantes, eu convidei todos aqueles que tinham empatia pela condição dela. Comprei vários brinquedos para ela para tentar estimular. Ela sempre foi de fazer leituras, tinha muitos livros em casa”, destaca Áureo. 

A pandemia da covid-19 fez a família mudar de ritmo para conseguir atender as necessidades da Dina: Áureo se mudou para a casa da mãe e a inseriu em todos os seus planos. Outras áreas da saúde são levadas em consideração durante o tratamento. A família conta com a presença de médicos especializados e dispostos. “O médico está sempre por aqui, eles ficam impressionados com a pele e a saúde dela. Uma coisa que a gente adotou foi a fisioterapia. A fisioterapeuta vem dois dias na semana e faz os exercícios com ela. Então, isso é muito importante”, ressalta o professor. 

A doença é progressiva e os sintomas podem ser divididos em três “fases”, de acordo com o Ministério da Saúde:

– Leve: falhas de memória e esquecimentos constantes; dificuldades em realizar tarefas complexas (como cuidar das finanças);

– Moderada: o paciente já necessita de ajuda para realizar tarefas simples, como se vestir;

– Avançada: o paciente necessita de auxílio para realizar qualquer atividade, como comer, tomar banho e cuidar da higiene.

SUS disponibiliza tratamento

O primeiro passo é procurar por uma Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da residência, onde o paciente será atendido inicialmente por um médico clínico para que, na sequência, sejam realizados encaminhamentos necessários para atendimentos mais complexos, dentro da Rede de Atenção à Saúde (RAS) e nas demais Unidades de Referências Especializadas.  

Inseridos nessa rede estão o Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB), onde há o ambulatório de Geriatria e Gerontologia (com residência Médica e Multiprofissional); a Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Viana, que atende especialidades referenciadas pelas unidades básicas e o Centro de Atenção ao Idoso, que atende os pacientes referenciados das unidades básicas de usuários residentes em Belém. 

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Pará
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