Decomposição de algas pode causar problemas respiratórios, alerta especialista
Professor da Universidade Federal do Pará explica riscos respiratórios da decomposição e aponta dispersão natural
Um material orgânico, identificado como algas, espalhou-se pela faixa de areia da praia de Ajuruteua, no município de Bragança, nas primeiras horas da manhã desta terça-feira (14), atraindo a atenção de moradores e turistas. O professor Martinelli, da Universidade Federal do Pará (UFPA), alertou sobre possíveis problemas respiratórios.
Em entrevista, o professor Martinelli explicou que a decomposição dessas algas pode gerar um líquido ácido, capaz de causar irritações na pele. Além disso, o processo libera gases que afetam as vias respiratórias, sendo crucial evitar o contato direto com o material.
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Riscos à saúde e dispersão do material
Apesar dos riscos, o especialista ressaltou que fatores naturais característicos da região, como ventos constantes e marés intensas, contribuem para a dispersão do material orgânico ao longo do tempo, auxiliando na limpeza da praia.
Importância ambiental global das algas
Em uma perspectiva global, o pesquisador enfatizou a importância ambiental das algas em alto-mar. Elas desempenham um papel fundamental no sequestro de carbono, contribuindo significativamente para a redução do excesso de dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera.
Processo de chegada das algas à praia
Normalmente, as algas se desenvolvem no fundo do mar. Contudo, sob determinadas condições ambientais, elas sobem à superfície e são transportadas pelas correntes marítimas até a faixa de areia, onde formam extensas camadas.
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