Geração de empregos no Pará lidera o setor na Região Norte no 1º quadrimestre de 2026
O estado acumulou saldo positivo de 9.531 postos de trabalho formal entre os meses de janeiro e abril
O estado do Pará manteve uma trajetória de crescimento moderado e consistente na geração de empregos formais no primeiro quadrimestre de 2026. Entre os meses de janeiro e abril, o estado acumulou um saldo positivo de 9.531 postos de trabalho, sendo este resultado fruto de 173.352 admissões contra 163.821 desligamentos. Esse desempenho coloca o Pará na liderança da geração de empregos na Região Norte neste início de ano.
As informações fazem parte de um balanço divulgado nesta quinta (28) pelo Observatório do Trabalho, Emprego e Renda do Estado do Pará, uma iniciativa conjunta do Dieese/PA com o governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), utilizando dados oficiais do Caged (Ministério do Trabalho).
No acumulado do ano, o Pará ocupou a 14ª posição entre todas as Unidades da Federação na geração de empregos, em um ranking nacional cujo topo é dominado por estados do Sudeste e Sul, como São Paulo e Minas Gerais, em razão da forte concentração de atividades produtivas.
Setor de serviços impulsiona as atividades urbanas no estado
A dinâmica do emprego no estado é fortemente puxada pelas atividades urbanas, enquanto o setor primário enfrenta retrações sazonais. O setor de serviços atua como o principal pilar do emprego paraense no momento, tendo gerado 7.480 vagas no acumulado do ano, impulsionado por áreas como logística, transportes e administração.
O comércio aparece como o segundo setor que mais empregou, apresentando 1.677 novos postos entre janeiro e abril, o que reflete o fortalecimento da atividade econômica e a maior circulação de mercadorias na região. A indústria também se manteve no azul, registrando a criação de 967 vagas no quadrimestre.
Em contrapartida, a construção civil fechou o quadrimestre com saldo negativo de 62 postos de trabalho, enquanto a agropecuária registrou o pior desempenho, acumulando a perda de 531 postos de trabalho formais devido a fatores sazonais e oscilações produtivas normais do setor primário.
Balanço do mês de abril sinaliza maior estabilidade nas contratações formais
Ao isolar estritamente o mês de abril de 2026, observa-se que o Pará obteve um saldo positivo de 2.012 empregos formais. O índice mensal é derivado de 41.633 contratações formais diante de 39.621 demissões registradas pelas empresas. Com esse desempenho apurado no quarto mês do ano, o estado avançou posições no parâmetro nacional, assumindo a 13ª colocação do ranking brasileiro, o que reforça a tendência de recuperação identificada nos meses anteriores.
No detalhamento de abril, o segmento de serviços liderou a geração de vagas com 1.327 postos de trabalho, seguido diretamente pelo comércio, que computou 794 colocações profissionais. A construção civil reverteu o sinal acumulado e obteve saldo positivo de 95 vagas em abril, acompanhada pela indústria, que registrou uma expansão tímida de 19 novos postos abertos. A agropecuária seguiu em retração isolada no mês, respondendo pelo corte de 223 postos de trabalho no estado.
Analistas indicam consolidação da tendência de crescimento moderado no estado
"Na avaliação do DIEESE/PA, os principais fatores que explicam o comportamento do mercado de trabalho formal no Pará neste início de 2026 continuam associados à dinâmica sazonal da economia, combinada com o fortalecimento gradual das atividades urbanas e do setor de serviços. De forma geral, os novos dados apontam para a manutenção da trajetória de recuperação da geração de empregos formais no Estado ao longo dos quatro primeiros meses de 2026. O saldo positivo acumulado de 9.531 postos de trabalhos formais entre janeiro e abril reforça uma tendência de crescimento moderado, porém consistente, do mercado formal de trabalho paraense", explicou o supervisor técnico do Dieese/PA, Everson Costa.
"O setor de Serviços permanece como principal sustentação da geração de empregos no Estado, concentrando a maior parte do saldo positivo acumulado no período, impulsionado especialmente pelas atividades ligadas ao comércio, logística, transportes, administração e demais serviços urbanos. Por outro lado, alguns segmentos ainda apresentam maior instabilidade, especialmente a Agropecuária, que segue impactada por fatores sazonais característicos do período, além das oscilações produtivas próprias do setor primário", concluiu o supervisor técnico.
Rendimento do mercado de trabalho paraense / jan-abr. 2026
Saldo acumulado (janeiro a abril): 9.531 postos de trabalho (173.352 admissões e 163.821 desligamentos)
Saldo isolado do mês de abril: 2.012 vagas formais (41.633 admissões e 39.621 desligamentos)
Desempenho por setor no acumulado do ano
- Serviços: +7.480 vagas
- Comércio: +1.677 vagas
- Indústria: +967 vagas
- Construção Civil: -62 vagas
- Agropecuária: -531 vagas
Desempenho por setor no mês de abril
- Serviços: +1.327 vagas
- Comércio: +794 vagas
- Construção Civil: +95 vagas
- Indústria: +19 vagas
- Agropecuária: -223 vaga
Fonte: Observatório do Trabalho, Emprego e Renda do Estado do Pará (com informações do Caged)
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