Varíola dos macacos: Sespa lança cartilha com orientações para a prevenção da doença

O material, disponível de forma digital, contém informações sobre a doença, sua forma de transmissão, sintomas, forma de prevenção, além de orientações sobre a rede de atendimento para o paciente que apresenta os sintomas da doença

Gabriel Pires
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A cartilha “Monkeypox - Conhecer para Prevenir”, que visa esclarecer e tirar dúvidas da população e profissionais de saúde sobre o vírus Monkeypox (MPX) — popularmente conhecida como varíola dos macacos — foi lançada nesta segunda-feira (17) pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), por meio do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS). O material está disponível online e o objetivo é orientar e educar sobre dúvidas que podem ser frequentes como: transmissão, sintomas, prevenção, redes de atendimento acessíveis, entre outras informações.

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A enfermeira e coordenadora do Cievs, Veronilce Borges, disse que a proposta é levar conhecimento sobre a doença para o público em geral e auxiliar os profissionais da saúde e, principalmente, os agentes comunitários.

“Percebemos a necessidade de produzir o material com informações básicas, essenciais, que ajuda a identificar um caso suspeito da doença, além de orientação para prevenção e controle. Precisamos falar de monkeypox numa linguagem simples e acessível tanto para os profissionais da saúde como para os agentes comunitários de saúde e população em geral. As ferramentas tecnológicas ajudam a atingir um maior número de pessoas”, frisou Veronilce.

Conteúdos da cartilha

Sobre a forma de transmissão, a cartilha esclarece que o paciente precisa ter contato direto com lesões de pele da pessoa infectada, objetos e superfícies contaminadas (roupas, toalhas, lençóis) e contato direto com as secreções, seja ele próximo e prolongado. Entre os sintomas estão febre, dor de cabeça, dor no corpo, inchaço nos gânglios (íngua).

“É importante que as pessoas saibam que a transmissão da doença acontece entre humanos. O macaco não tem culpa. Por isso, não há justificativa para maltratar animais”, reforçou Veronilce.

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Outro dado relevante apresentado no conteúdo digital é que qualquer pessoa pode ser infectada pelo vírus da Monkeypox, mas o paciente com o sistema imunológico comprometido, gestantes e crianças estão entre os grupos de riscos.

“[A cartilha] Monkeypox - Conhecer para Prevenir” orienta o paciente a usar máscara, cobrir as lesões com uma roupa e evitar aglomerações em casos de suspeitas da doença, além de procurar uma unidade de saúde de forma imediata. “São orientações necessárias e importantes a serem seguidas pelo paciente que contrai o vírus”, explicou a enfermeira.

Casos no Pará

No balanço enviado em nota nesta segunda-feira (17) à Redação Integrada de O Liberal, a Secretaria de Saúde (Sespa) informou que há 56 casos confirmados de monkeypox no Pará, residentes do município de Belém (37), Ananindeua (09), Santarém (04), Marituba (02), Barcarena (01), Paragominas (01), Marabá (01) e Acará (01).

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Outros 87 casos foram descartados. Ainda, 6 casos suspeitos seguem em investigação, que são residentes de: Belém (03), São Miguel do Guamá (01), Santarém (01) e Marituba (01). O acompanhamento e monitoramento dos pacientes são feitos pelas secretarias de saúde municipais.

"O acompanhamento e monitoramento dos pacientes são feitos pelas secretarias de saúde municipais. Por fim, a Sespa informa que instituiu uma Sala de Situação para acompanhamento dos casos e orientacões de acordo com o cenário epidemiológico, realizou várias capacitaçoes para os profissionais de saúde e mais recentemente divulgou uma cartilha sobre o assunto para profissionais da saúde e população em geral", informou a nota.

(Gabriel Pires, estagiário, sob a supervisão do coordenador do Núcleo de Atualidades João Thiago Dias)

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