Aprenda a receita de pato desfiado, refogado no vinho tinto, com fettuccine ao molho pesto

Esse prato é um dos carros chefes do restaurante de Tamara que começou de maneira inesperada

Ândria Almeida
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Tamara é uma daquelas cozinheiras apaixonadas pelos temperos, que encontrou na culinária uma maneira de transmitir carinho e afeto. Ela nasceu no Rio de Janeiro, foi criada em Belém e mora em Santarém há mais de 20 anos. A família é descendente de árabes. “Naturalmente, minha descendência tinha essa vocação para cozinhar, alimentar as pessoas, acarinhar através dos sabores. Sempre tive esse carinho pela cozinha, sempre demonstrei essa vontade de abrir um restaurante para fazer as comidas que eu fazia em casa para receber os amigos”, conta.

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A cozinha é uma terapia para ela, e uma das inspirações na hora de cozinhar, certamente, afirma, vem do local onde vive - a vila balneária de Alter do Chão. Toda experiência que a vila oferece, motivou Tamara a sair da intimidade dos preparos culinários da cozinha do apartamento onde vive, para abrir um empreendimento gastronômico. O espaço se chama “Cantinho do Caranguejo”, fica localizado próximo a praça principal da vila. Hoje ela tem um cardápio diferenciado e trabalha com foco em uma cozinha afetiva.

“É um lugar afetuoso, com grande variedade de pratos e tem itens regionais e alguns pratos autorais, pois eu queria fazer algo que fosse diferente do que encontrarmos aqui. A proposta tem dado super certo, muitos turistas de outros estados comem e elogiam, mas o que me deixa com grande alegria é quando um morador de Santarém vem até o Cantinho”, contou.

Esse prato é um dos carros chefes do restaurante de Tamara que começou de maneira inesperada. Ela tem formação como arquiteta, ainda atua em algumas obras, também já liderou projetos como produtora cultural e já trabalhou como fotógrafa pelo governo do Estado. Em meio há tantas habilidades, a libanesa se rendeu a gastronomia, onde dedica amor e criatividade no preparo de cada prato que faz parte do cardápio do “Cantinho do Caranguejo”.

“O restaurante nasceu há cerca de dois anos, quase como uma brincadeira de vender caranguejo na praça, em uma barraquinha, já vendemos ainda de forma criativa em um carrinho de compras, até que passamos para um ponto comercial devido a grande aceitação. O local mudou de nome também e agora posso dizer que já somos bastante procurados”, enfatizou.

Receita

O preparo do prato é iniciado com o pato cozido na pressão, temperado com folha de louro, sal, e um pouco de tucupi por 40 minutos. Depois, o pato é desfiado e temperado com os temperos couminho, pimenta do reino, alho e cebola. Em seguida é refogado no fogo até ficar dourado.

Na sequência, é a vez do pesto de jambu, o segredo da Chef e colocar muitas flores dessa planta, que segundo Tamara é o que dá aquela sensação de tremor. Para o preparo, foi usado meio maço de jambu que foi escaldado na água quente rapidamente, e depois batido no processador com 50 gramas de castanhas-do-pará, queijo parmesão e meia pimenta dedo de moça, a dica é ter cuidado com a quantidade desse último tempero, pois é ela é bastante forte. Tudo deve ser batido com azeite e um pouco de alho para dar frescor, faça isso até ficar pastoso.

O preparo deve ser levado à geladeira para ganhar consistência e retirado alguns minutos antes de ser servido, para que fique em temperatura ambiente.

Tamara usa a massa fettuccine grano duro, cozida al dente.Na montagem do prato, o pato volta ao fogo com um pouco de vinho tinto para flambar. Depois é só finalizar com a montagem dos itens no prato, o pesto leva um pouco de queijo parmesão ao redor da massa.

O valor do prato no restaurante tem um preço acessível e é considerada uma junção perfeita para quem passeia nas praias do Rio Tapajós/Arapiuns de dia e quer um sabor regional diferente na comida da noite - “experimente e se delicie”, finalizou Tamara Saré.

Pará
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