Mortos no Irã chegam a 555 após após ataques dos EUA e Israel
Crescente Vermelho iraniano afirma que 131 cidades foram atingidas; ataques incluem morte de Ali Khamenei e ampliam tensão no Oriente Médio
Pelo menos 555 pessoas morreram no Irã após a ofensiva militar lançada no sábado (28) pelos Estados Unidos e por Israel. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (2) pelo Crescente Vermelho iraniano, que apontou que 131 cidades foram afetadas em diferentes regiões do país.
“Após os ataques terroristas sionistas-estadunidenses realizados em várias regiões do nosso país, 131 cidades foram afetadas até o momento e, lamentavelmente, 555 de nossos compatriotas morreram”, declarou a entidade humanitária em mensagem publicada no Telegram.
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A ofensiva, anunciada como uma operação de grande porte para eliminar a cúpula do governo iraniano e tentar forçar uma mudança de regime, também resultou na morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país por quase quatro décadas. A informação foi anunciada no sábado (28) pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e confirmada por autoridades iranianas.
Trump afirmou que os bombardeios continuarão “ininterruptamente durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para atingirmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO TODO!”.
Ofensiva dos EUA e Israel amplia conflito no Oriente Médio
Segundo o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), um dos principais alvos foi o quartel-general da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC). O órgão declarou que mais de mil alvos foram destruídos, entre centros de comando, bases militares e embarcações de guerra.
“Os Estados Unidos têm as Forças Armadas mais poderosas do planeta, e a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) não tem mais um quartel-general”, informou o comando em suas redes sociais. O Centcom também detalhou o arsenal utilizado na operação, incluindo:
- caças e bombardeiros;
- aeronaves de reconhecimento;
- drones de ataque;
- sistemas de defesa contra mísseis;
- aviões de suporte.
Um bombardeio israelense atingiu ainda uma base em Teerã que abrigava unidades responsáveis pela repressão a protestos. De acordo com a Força Aérea de Israel, as aeronaves operavam “livremente” nos céus da capital iraniana.
Mortes em Israel e mobilização militar
Em Israel, o domingo foi marcado por ataques com vítimas. Em Beit Shmesh, nove pessoas morreram após um míssil atingir um abrigo em uma sinagoga. Mais de 70 ficaram feridas. Também houve registro de explosões em Tel Aviv e Jerusalém.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que a campanha militar deve se intensificar nos próximos dias e anunciou a convocação de 100 mil reservistas, que se somarão aos 50 mil já mobilizados desde o início da guerra na Faixa de Gaza.
"Estamos envolvidos em uma campanha na qual as Forças de Defesa de Israel (IDF) estão mobilizando toda a sua força como nunca antes, para garantir nossa existência e nosso futuro", declarou o premiê. A fronteira com o Líbano permanece em alerta máximo diante do risco de ações do Hezbollah, aliado do Irã.
O aeroporto Ben Gurion suspendeu voos até sexta-feira, e o avião utilizado pelo primeiro-ministro foi deslocado para Berlim por precaução.
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