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Aposta sobre 'quem faria sexo primeiro com funcionária' rende processo e resultado causa revolta

A ação por assédio sexual foi arquivada pela Justiça, que apontou que a denúncia foi apresentada fora do prazo legal previsto para esse tipo de caso

Gabrielle Borges
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A vendedora britânica Molly Craigie entrou com um processo judicial contra a empresa East Anglia Home Improvements, acusando o chefe e dois colegas de terem feito uma aposta sobre “quem dormiria com ela primeiro”. No entanto, a ação por assédio sexual foi arquivada pela Justiça, que apontou que a denúncia foi apresentada fora do prazo legal previsto para esse tipo de caso.

Molly começou a trabalhar na East Anglia em setembro de 2022, atuando na área de vendas de janelas com vidros duplos e serviços de reforma residencial. Parte de suas funções incluía visitar clientes interessados e garantir a assinatura dos contratos.

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Segundo relato da vendedora, três meses após iniciar na empresa, ela descobriu que o chefe direto e dois subordinados haviam feito a aposta sobre sua vida íntima. Na época, Molly estava em um relacionamento sério, o que tornou a situação ainda mais constrangedora.

O tribunal reiterou que o pedido da vendedora não poderia ser aceito devido à limitação temporal da lei, encerrando a possibilidade de reparação nesse caso específico.

Apesar da derrota judicial na ação por assédio, Molly conseguiu receber 4.775 libras (cerca de R$ 34 mil) em outra ação contra a empresa, referente a férias não remuneradas. A East Anglia, no entanto, recorreu da decisão e busca reverter o pagamento.

Além disso, a empresa entrou com pedido na Justiça para que a vendedora arque com 7.500 libras (aproximadamente R$ 53 mil) em custas processuais, em um contra-ataque que mantém o caso em andamento.

(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo, sob supervisão de Enderson Oliveira, editor web de OLiberal.com).

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