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Chuva forte deixa passageiros em pânico durante viagem de barco em Belém

Água começou a entrar pelo teto da embarcação e passageiros ficaram com medo de naufrágio

Carolina Mota, com a colaboração da leitora Ana Paula Matos da Silva

Passageiros de uma embarcação que faz a rota Belém/Abaetetuba entraram em pânico durante viagem ocorrida esta semana. Registros feitos por celular mostram pessoas em desespero ao verem o barco ser invadido pela água da forte chuva que caiu no começo da noite do último domingo (14).

A denúncia, feita ao Liberal pela leitora Ana Paula Matos da Silva, por meio do projeto Eu Repórter, relatou a tensão entre tripulação e passageiros, que passaram a temer o pior. Muito choro, orações , indignação foram algumas das reações registradas quando a água da chuva começou a entrar pelo teto do barco. O desespero era pelo temor de possível naufrágio por conta da superlotação e das péssimas condições da embarcação.

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Os primeiros problemas começaram antes mesmo da chuva. A embarcação, que faz a rota Belém/Abaetetuba/Moju/Barcarena, saiu de Belém pouco depois das 17h do domingo. Mas apresentou problemas logo no início do trajeto e precisou retornar ao porto do Arapari, na Cidade Velha.

Os passageiros foram, então, transferidos para outra embarcação que estava disponível. Ocorre que esta era bem menor e acabou ficando superlotada. Mesmo assim, a empresa responsável decidiu seguir com a viagem. Durante o percurso, por conta do temporal que caiu no início da noite, o barco começou a ser invadido pela água e os passageiros entraram em pânico.

Em postagem feita numa rede social, uma das passageiras relatou que seu filho gritava: "Mãe, por favor, não quero morrer!".

Algumas pessoas relataram à tripulação que o barco não estava em condições de prosseguir, mas foram ignoradas, o que gerou revolta. Outro vídeo enviado à redação de O Liberal mostra uma discussão entre uma mulher e um membro da tripulação. "Eu 'tô' com uma criança, aqui. Não chega perto de mim", dizia ela, que teria iniciado o bate-boca porque o funcionário da embarcação estava tentando conter as pessoas de maneira ríspida.

A leitora Ana Paula Matos da Silva, 42 anos, agrimensora e groomer, informou que essa não foi a primeira vez que passageiros tiveram que passar por esse tipo de situação.

"Eu estava com a minha filha de seis anos e todo estava mundo apavorado, principalmente as mães. Fiz uma denúncia à Capitania dos Portos em dezembro do ano passado, já que não é a primeira vez que isso acontece, e não tive resposta. Não há fiscalização, nem punição. Não é justo que a gente seja refém dessa empresa", disse.

Outra denúncia, feita por uma pessoa que preferiu não se identificar, mostra situação semelhante, desta feita no ônibus que faz a linha Igarapé-Miri/Belém, pertencente à mesma empresa.

No relato, ela diz que os passageiros sofrem com a superlotação e com as condições precárias em que os ônibus se encontram. "O ônibus já saiu lotado de Igarapé-Miri e foi parando para outros passageiros entrarem ao longo da viagem até Belém", informa.

A reportagem entrou em contato, via e-mail, com a Capitania dos Portos, que não respondeu até o momento. A companhia responsável pela embarcação e pelo ônibus, Transarapari Transportes, que faz parte da Arapari Navegação, também foi procurada, mas não atendeu telefonemas e nem respondeu via e-mail.

O projeto Eu Repórter é uma iniciativa que busca reforçar a proximidade com os leitores e internautas, incentivando ainda mais o jornalismo colaborativo. Para participar das reportagens e conteúdos, compartilhando histórias, denúncias e sugestões de matérias com a redação de O Liberal, basta acessar o site https://www.oliberal.com/eu-reporter ou enviar para o Whatsapp (91) 98565-7449, onde será iniciada uma conversa diretamente com repórteres da redação. A denúncia pode ser feita de forma anônima.

(*Carolina Mota, estagiária, sob supervisão de Eduardo Laviano)

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