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Presidente do Paysandu explica por que recuperação judicial tramitou em segredo: ‘estratégico’

Segundo Márcio Tuma, medida foi adotada para evitar uma possível reação em cadeia de credores.

Caio Maia
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O presidente do Paysandu, Márcio Tuma, explicou ao Núcleo de Esportes de O Liberal os motivos que levaram o clube a protocolar o pedido de recuperação judicial sob segredo de justiça. A medida, que gerou questionamentos entre torcedores e parte da opinião pública, foi classificada pelo dirigente como estratégica e necessária para garantir a viabilidade do processo.

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Segundo Tuma, a tramitação inicial em sigilo foi adotada para evitar uma possível reação em cadeia de credores antes mesmo do deferimento da recuperação pela Justiça. “Imagina esse burburinho todo sem o deferimento da recuperação? Ia ser o caos. Os credores iam peticionar para que o Paysandu não conseguisse obter o processo”, afirmou.

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Advogado de formação, o presidente ressaltou que a decisão foi respaldada pela equipe jurídica do clube. “Pode não ser claro para quem não é da área do direito, mas para nós é muito claro. Temos uma equipe de advogados muito boa”, completou.

Com o pedido já aceito pela Justiça, o processo passou a ter caráter público. De acordo com o mandatário, a partir de agora o compromisso é conduzir a recuperação com transparência. “O processo está aí, aberto para todo mundo ver, e assim que vamos trabalhar”, declarou.

image Presidente do Paysandu, Márcio Tuma (Wagner Santana/ O Liberal)

A próxima etapa será a apresentação do plano de recuperação judicial, que deverá ser submetido à assembleia de credores. Há uma lista inicial de credores, que ainda pode ser ampliada. Internamente, a diretoria avalia que a medida também proporcionará maior previsibilidade financeira.

“Teremos uma segurança jurídica para saber os valores que podemos investir no clube para trazer desempenho esportivo em campo”, explicou Tuma.

O pedido de recuperação judicial ocorre em meio a um momento delicado do clube, que tenta reorganizar as finanças e, ao mesmo tempo, manter competitividade dentro das quatro linhas. A diretoria aposta que, com o processo agora formalizado e público, será possível equilibrar as contas e dar bases para o futuro esportivo e administrativo do clube.

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