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Confira cinco lições que as Olimpíadas já nos ensinaram em uma semana

Ítalo Ferreira, Rayssa Leal, Simone Biles e outros atletas mostraram, com atitudes, o espírito olímpico que faz diferença na vida

O Liberal

Nesta quarta-feira (28), os Jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão, completam sua primeira semana - considerando a estreia do futebol feminino, na quarta passada (21), que antecedeu a cerimônia de abertura, realizada na sexta (23). Além do quadro de medalhas e das disputas pelo pódio, acompanhar os Jogos permite também vivenciar momentos únicos que ficam gravados na história da competição. E, com um olhar mais atento, deixam algumas lições.

Confira sete episódios que tiveram destaque nesses primeiros dias:

Lição 1: “Tenha fé! Acredite!”

Ítalo Ferreira comemora conquista do ouro em Tóquio (Jonne Roriz/COB)

Ao iniciar a bateria das finais, o surfista campeão olímpico Ítalo Ferreira correu em disparada ao mar, para ganhar tempo. Logo na primeira manobra, sua prancha partiu ao meio. Sem dar chance para o desespero, aflição ou lamentação, fez sinal para sua equipe e correu de volta para a areia, pegou a prancha reserva e voltou para a disputa, perdendo poucos minutos. O imprevisto não diminuiu sua confiança. Pelo contrário, o motivou ainda mais.

De volta à água, Ítalo acertou várias manobras e obteve nota final de 15,14, contra apenas 6,60 do seu adversário na disputa, o japonês Kanoa Igarashi, que havia vencido na semi final o brasileiro – e até então favorito para o ouro – Gabriel Medina. Primeiro medalhista de ouro do Brasil nas Olimpíadas, Ítalo saiu da água emocionado, apontou para a câmera da transmissão e resumiu sua crença desde os 8 anos, quando começou a “brincar” de surfar em tampas de isopor de seu pai, que vendia peixes no pequeno município de Baía Formosa, no Rio Grande do Norte: “Tenha fé! Acredite!”.

Manobras e notas de Medina; presidente da Federação Paraense de Surf acredita em erro dos juízes Noélio Sobrinho lamentou a eliminação do brasileiro Gabriel Medina na competição

Lição 2: Mente sã, corpo são

(Divulgação Twitter / USAGym)

A famosa frase é de origem latina “Mens sana in corpore sano” e é mais que um lema para estampar camisetas ou decorar paredes de academia de musculação. A expressão que ultrapassou séculos nos lembra que o ser humano é formado por corpo físico, mas também pela mente. E que é preciso perseguir o equilíbrio entre ambos para a melhor performance, seja num esporte ou mesmo na vida, adaptando de acordo com as necessidades.

Nesta quarta-feira (28), a Federação de Ginástica Artística dos Estados Unidos informou que a ginasta Simone Biles, uma das estrelas mundiais do esporte, decidiu se retirar das competições para cuidar da saúde mental. A federação se solidarizou com a decisão da atleta, reforçando a coragem de Simone para tomar a atitude. Simone declarou à imprensa, de forma resumida, que “devíamos estar aqui nos divertindo, mas muitas vezes esse não é o caso. Tudo bem ficar de fora de grandes competições quando é para você ficar bem com você mesma”, disse.

Lição 3: Viva intensamente cada momento

Skatista Alana Smith (RONALD MARTINEZ / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)

Durante as competições do skate street feminino, a postura e animação de duas atletas contrastava com os resultados a cada manobra das classificatórias para as finais. Enquanto a imagem que se espera após um erro ou queda é o semblante de frustação e tristeza, o que se viu foi o sorriso aberto da americana Alana Smith, de 20 anos, que ficou na última posição nas classificatórias. Fez graça com as outras atletas, incentivou e brincou com as câmeras. Curtiu cada momento e fez valer a máxima que o máximo era estar ali, naquele momento, vivendo aquilo.

Na etapa final, a filipina Margielyn Didal, de 22 anos, teve postura semelhante e também mobilizou as redes sociais. De origens, histórias e dificuldades na ainda curta carreira diferentes, ambas tinham em comum a alegria e a felicidade estampada no rosto e na expressão corporal por viver um momento que foi ainda mais mágico justamente por apresentar pessoas, de carne, osso e sentimento, como elas. 

Didal dançou, inclusive, com a brasileira Rayssa Leal:

Lição 4: Vibre com as conquistas dos amigos como se fossem suas

Skatista Angelo Caro (Martin BERNETTI / AFP)

Também no skate street, mas na competição masculina, a empolgação sincera de um peruano com os acertos das manobras de um brasileiro emocionou quem acompanhou a transmissão. Em tese, seriam dois adversários na disputa pelo pódio. Tanto que, na final, Angelo Caro, de 21 anos, ficou com a quinta colocação.

Mas sua reação ao ver a manobra perfeita de Kelvin Hoefler – com quem disputava posição - foi um dos destaques do dia. Com punhos cerrados, sorriso aberto, correu em direção ao brasileiro e deu um forte abraço, o primeiro após a volta de Kelvin que lhe rendeu a prata na modalidade. Mostrou com um gesto simples e genuíno, que vibrar com acertos de quem está próximo é algo que emociona e inspira tanto quanto ganhar uma medalha.

Kelvin Hoefler conquista a primeira medalha brasileira na Olimpíada de Tóquio A conquista veio no Skate Street, modalidade estreante no evento e que deve trazer mais medalhas para o Brasil

Lição 5: Sobretudo, divirta-se

Rayssa Leal (Wander Roberto/COB)

A sensação das Olimpíadas para os brasileiros na primeira semana tem nome, sobrenome e apelido: Rayssa Leal, a “fadinha”. Com apenas 13 anos, ganhou a medalha de prata no street skate. E, pelo desempenho e carisma, ficou no primeiro lugar no coração dos brasileiros. Torceu e sofreu pela companheira de time, Letícia Bufoni, sua maior inspiração, que não passou para as finais. Dançou e brincou com outras atletas durante os intervalos. Chamou os repórteres de “tio”, desembarcou em São Paulo com o skate e mandando um simples “oie” para o batalhão de fotógrafos, cinegrafistas e repórteres que aguardavam sua chegada. Do início ao fim, foi só sorriso.

Veja sete curiosidades sobre Rayssa Leal, a fadinha do skate Rayssa contou detalhes sobre sua trajetória e carreira até as Olimpíadas de Tóquio

Como criança que é, comentou que não vê a hora de mostrar a medalha para os amigos da escola. Segue postando nas redes sociais e se surpreendendo com toda a reação e repercussão. Talvez ainda não tenha dimensão que fez história. E nem deve ter isso na cabeça agora. Pois o que ela está fazendo é, competindo ou não, é se divertindo. Levando a vida leve, como uma criança e como os adultos, muitas vezes, esquecem como deve ser.

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