Atleta ucraniano é desclassificado dos Jogos Olímpicos por capacete contra guerra; entenda

A decisão gerou repercussão internacional e críticas de autoridades ucranianas

Gabrielle Borges
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O atleta ucraniano Vladislav Heraskevych foi desclassificado das provas de skeleton nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026 nesta quinta-feira (12), após tentar competir com um capacete que exibia imagens de esportistas mortos na guerra contra a Rússia. A decisão foi confirmada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).

Heraskevych, que representava a Ucrânia na competição, tinha como objetivo utilizar o acessório como forma de homenagem às vítimas do conflito. No entanto, a organização das Olimpíadas considerou que a manifestação visual violava as regras do evento, que proíbem mensagens políticas ou de caráter militar durante as provas.

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O COI havia apresentado uma solução alternativa: o uso de uma braçadeira preta em substituição ao capacete com imagens de esportistas mortos na guerra entre Ucrânia e Rússia. No entanto, nesta quinta, ao chegar às instalações da competição, Heraskevych manteve sua posição, mesmo após reunião com a presidente do COI, Kirsty Coventry.

“Como nas reuniões anteriores, ele se recusou a mudar a sua postura”, informou a entidade. Diante disso, os juízes da Federação Internacional de Bobsleigh e Skeleton (IBSF) aplicaram o regulamento.

Autoridades ucranianas contestaram desclassificação

A decisão gerou repercussão internacional e críticas de autoridades ucranianas. O presidente da Ucrânia, Volodymir Zelensky, comentou nas redes sociais:O esporte não deveria significar amnésia, e o movimento olímpico deveria ajudar a acabar com as guerras, não fazer o jogo dos agressores”, afirmou.

O chefe da diplomacia ucraniana, Andrii Sibiga, reforçou a crítica: “O COI vetou não apenas o atleta ucraniano, e sim a sua própria reputação. As gerações futuras vão citar isto como um momento de vergonha”, disse.

Heraskevych também se manifestou, defendendo sua posição: “Este é o preço da nossa dignidade”, escreveu em um post no Instagram.

(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo, sob supervisão de Felipe Saraiva, editor web de OLiberal.com)

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