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O clube criado em uma mesa de bar está na Copa do Brasil em 2027; conheça o Capitão Poço

O Capitão Poço conquistou a Copa Grão-Pará e se garantiu na Copa do Brasil de 2027 com apenas oito anos de fundação

Fábio Will
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Foi em uma mesa de bar que o Capitão Poço surgiu. Pelo menos o sonho dele. É assim que começa a história do representante inédito do Pará na Copa do Brasil em 2027. O Capitão Poço, fundado em 2018, será um dos clubes na competição mais democrática do futebol brasileiro. E tudo começou com um desejo de um desportista da cidade, que jogava futebol em um clube amador. O sonho foi contado a um amigo, em um bar na parte central da cidade e hoje o sonho virou realidade: o clube jogará sua primeira competição nacional na história.

Um bar, um amigo e um sonho em criar um clube de futebol na cidade de Capitão Poço. Essa é a história de Benedito Pedro de Araújo, mais conhecido como Bené Garrafão, fundador e presidente do Capitão Polo Esporte Clube, a Laranja Mecânica. Em conversa com a equipe de O Liberal, Bené Garrafão falou de como surgiu o clube, as dificuldades, os “nãos” enfrentados diariamente e da conquista da Copa Grão-Pará diante do Castanhal, a primeira taça profissional levantada pela agremiação.

“Um dia pensei em formar um clube profissional em Capitão Poço (PA). Tenho um amigo, o apelido dele é “Moço”, ele possui um bar na praça e sempre frequentei, batia um papo e disse pra ele sobre fundar um clube profissional, pois as cidades próximas poderiam ajudar a manter um clube da região. E ele meu ‘deu corda’, ajudou, e eu meti a cara e fui para cima e conversei com um amigo, que doou uma moto. Fizemos um bingo, arrecadamos um valor, vários amigos foram ajudando e conseguimos dinheiro para fundar o clube como amador e depois de um ano transformamos ele em profissional, em 2018, no dia 7 de setembro”, disse.

image Bené Garrafão é o presidente do Capitão Poço (Divulgação / Capitão Poço)

Dificuldades

Seu Bené falou das dificuldades em manter um clube de futebol ativo. Além de todas as despesas, formação de elenco, pagamentos de funcionários e atletas, existe a situação de dependência de ajuda da cidade e empresários da região, tanto para jogar, mas principalmente para realizar os treinamentos.

“Temos muita dificuldade financeira e espaço físico. Vivemos dependendo dos outros, fazemos jogos aqui, mas é uma parceria que temos com a prefeitura e graças a Deus vem dando certo e não mede esforço para nos ajudar. Algumas associações do município ajudam com campos para treinamentos e vamos levando. O lado financeiro é complicado, temos que correr atrás de patrocinadores. A cidade possui muitas pessoas que são bem de vida, mas poucos gostam de futebol”, falou.

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A Copa Grão-Pará

Foram oito anos lutando para que a cidade de Capitão Poço pudesse entrar de vez no mapa do futebol paraense. Seu Bené fala com orgulho do time que fundou, das batalhas que enfrentou e de um futuro que pode marcar de vez o nome da cidade no futebol paraense e nacional.

“Temos oito anos de existência, dois deles na Primeira Divisão do Campeonato Paraense e graças a Deus tivemos condições de fazer uma equipe competitiva, que pudéssemos permanecer na elite e conquistar a Copa Grão-Pará. Tivemos que ganhar a Tuna, Cametá e o Castanhal e hoje temos um título a nível estadual e isso dá força e visibilidade”, comentou.

image Equipe comemorando o título da Copa Grão-Pará (Divulgação / Capitão Poço)

A cidade em primeiro lugar

A escolha do nome do time foi bem planejada. Bené Garrafão quis colocar o nome da cidade por agregar valor ao munícipio líder em produção de laranja.

“Muitos outros nomes passaram pela nossa cabeça. Quando eu jogava futebol, eu defendia as cores do Volante, rival do Estrela. Mas analisando bem, achei que seria melhor colocar o nome de Capitão Poço, da cidade. As cores é o laranja pois é a cidade que mais produz laranja. O escudo do time também possui a fruta laranja”, disse.

Planejamento

Com a vaga na Copa do Brasil 2027 garantida, o Capitão Poço terá o maior orçamento de sua história, com a cota de participação na Copa do Brasil, além da cota do Parazão. Bené Garrafão falou das metas para a próxima temporada, citou melhorias no clube, além de formação de um elenco que possa brigar por coisas maiores na temporada que vem.

“Nossa meta é organizar a situação de alojamento. Temos que ter um refeitório, para as pessoas fazerem suas refeições mais tranquilas. Mas também temos que formar um time que seja bastante competitivo, que entre no Campeonato Paraense, mantenha a equipe na elite, passe de fase na Copa do Brasil e agrade o nosso torcedor. Essas são as metas para 2027”, finalizou.

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