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Concessão de hidrovias pode acelerar investimentos na navegação da Amazônia

Modelo de concessão é visto como alternativa para acelerar obras e melhorar o escoamento da produção na Amazônia

Bruno Menezes | Especial para O Liberal
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O transporte dos principais produtos que movimentam a economia da região amazônica — entre eles commodities agrícolas, minerais e combustíveis líquidos — no Arco Norte ocorre, essencialmente, pelos rios. No entanto, a competitividade da região é impulsionada pela integração de dois modais de transporte: o hidroviário e o rodoviário. Esse sistema intermodal promove uma operação mais sustentável e produtiva.

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A intermodalidade reduz custos logísticos e melhora a velocidade de escoamento da produção, fortalecendo a participação da Amazônia na balança comercial brasileira.

A região amazônica é privilegiada por contar com uma extensa rede de rios navegáveis. No entanto, nem toda via navegável é considerada uma hidrovia. Para receber essa classificação, é necessário que o curso d’água conte com investimentos em infraestrutura e serviços que garantam a segurança da navegação, como dragagem, sinalização, monitoramento e manutenção permanente da navegabilidade.

Nesse contexto, a iniciativa privada surge como uma das principais alternativas para viabilizar os investimentos necessários à estruturação das hidrovias.

“A concessão é uma forma de acelerar os investimentos necessários para perenizar a navegação em vias potencialmente navegáveis ou até mesmo elevá-las à condição de hidrovias”, comenta Flávio Acatauassú, presidente da Associação dos Terminais Portuários e Estações de Transbordo de Cargas da Bacia Amazônica (Amport).

A concessão desses serviços pode representar maior agilidade na execução das obras que estruturam os rios e os elevam à categoria de hidrovias. Nesse modelo, a responsabilidade pelos investimentos fica a cargo da empresa concessionária, que também executa os serviços previstos, sempre com base na infraestrutura definida pela política pública federal e nos contratos de concessão.

Para Flávio, a participação da iniciativa privada amplia a segurança das hidrovias e impulsiona a economia regional de forma sustentável e ambientalmente responsável.

Além de proporcionar maior celeridade na implantação das estruturas hidroviárias, a gestão privada contribui para a redução dos custos de transporte, atrai novos empreendimentos e amplia as oportunidades de negócios. A geração de empregos e o desenvolvimento regional também figuram entre os impactos positivos desse modelo, que fortalece a competitividade da economia amazônica.

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Economia
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