Show de Zeca Baleiro em Belém reúne clássicos, releituras e inéditas em formato intimista
Projeto resgata show criado há mais de uma década e ganha nova versão em álbum lançado em abril
Em formato intimista e guiado pelo piano, o cantor e compositor Zeca Baleiro chega a Belém neste sábado (18) com o espetáculo “Zeca Baleiro Piano”. A apresentação será realizada a partir das 21h, no Grêmio Literário Português, na Rod. Augusto Montenegro, no KM 10, no bairro do Tenoné, e contará também com o show pop-rock de Markinho Duran.
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Acompanhado do pianista Adriano Magoo, o artista apresentará um espetáculo que reúne grandes sucessos da carreira em arranjos que priorizam voz e piano, em uma proposta mais direta e intimista. O repertório transita por diferentes estilos e momentos de sua trajetória, combinando canções marcantes com releituras que evidenciam a versatilidade do músico.
“Demorei a conhecer Belém, mas adoro tocar aí e sinto que sou amado pela cidade também. Fiz muitos amigos e parceiros ao longo dessa trajetória e também tenho muita admiração pela música paraense”, afirmou Zeca Baleiro.
A parceria com Magoo nasceu a partir de um projeto iniciado há 15 anos e ganhou novo formato com o lançamento do álbum “Zeca Baleiro Piano”, disponibilizado nas plataformas digitais no dia 17 de abril. O trabalho resgata o espetáculo apresentado há mais de uma década, agora registrado em estúdio com caráter intimista, com gravação quase ao vivo e produção de Sergio Fouad, em parceria com os selos Saravá Discos e Midas Music.
“Esse show nasceu em 2011, quando fiz uma turnê especial com Adriano Magoo. Tem canções autorais e outras do meu repertório afetivo, de compositores que admiro e adoro cantar. Nos meus shows, sempre gostei de equilibrar novidades com canções mais óbvias e conhecidas”, explicou o artista.
Repertório plural
No palco, o público poderá acompanhar uma seleção que mistura músicas autorais, releituras e composições de outros artistas. Entre os destaques estão “Não Adianta”, “Dia Branco” e “Canção no Rádio”, além de inéditas como “Tem Algo Lá” e “Tarde de Chuva”.
O artista também destacou a construção do repertório, que dialoga com diferentes fases de sua carreira. “Eu mantive algumas canções do show de 2011, caso de ‘Não Adianta’, de Sérgio Sampaio, e ‘Espinha de bacalhau’, de Severino Araújo e Fausto Nilo. E incluí outras, entre elas ‘Céu Azul’, do Charlie Brown Jr., que eu sempre gostei de cantar nos meus shows, e ‘Tem Algo Lá’, parceria com o pernambucano Juliano Holanda. E, claro, não posso deixar de cantar ‘Telegrama’, ‘Bandeira’. E sempre rola uma surpresinha”, disse o cantor.
Trajetória consolidada
Natural do Maranhão, Zeca Baleiro iniciou a carreira nos anos 1990 e ganhou projeção nacional com o álbum de estreia Por Onde Andará Stephen Fry?, lançado em 1997. O trabalho apresentou ao público um artista com identidade própria, transitando entre diferentes influências musicais.
Ao longo dos anos, o cantor construiu uma discografia marcada por letras autorais, experimentações sonoras e diálogos com diferentes estilos, como MPB, rock, reggae e música nordestina. Além da música, também desenvolveu projetos em outras áreas, como literatura e trilhas sonoras.
No último dia 11 de abril, o artista completou 60 anos e refletiu sobre sua trajetória. “Permanecer por 30 anos compondo música brasileira, não deixa de ser uma vitória. Acho que minha trajetória teve uma evolução ao longo do tempo. Acho que eu componho melhor hoje, componho com mais fluência, canto um pouquinho melhor. Nunca me considerei um grande cantor, mas acho que eu canto melhor, toco um pouco melhor agora”, afirmou Zeca.
Relação com a música paraense
Poucos sabem, mas a relação de Baleiro com a cultura paraense vem de muito antes de suas passagens pelos palcos da cidade. O vínculo do artista com a música produzida na região vem desde a infância, ainda no Maranhão, onde referências amazônicas já faziam parte do seu cotidiano.
“Eu sou fã de Pinduca desde a infância. Ouvia-se muito lá na cidade de Arari, onde eu passei a minha primeira infância, que eu vivi até os oito anos. Tinha uma vizinha, Dona Raimunda Bogea, que a discoteca dela era Pinduca, Martinho da Vila e Evaldo Braga, diariamente. E nas festas, nas ruas, na rodoviária. Pinduca era muito popular. Então, eu conheço o repertório dele de cabo a rabo”, relembrou.
O artista também recordou um encontro com o Rei do Carimbó anos depois, já no auge da carreira. “Uma vez, nos encontramos no aeroporto de Brasília. O filho dele veio falar comigo, falou de Pinduca, eu falei: ‘ele está aí? Eu quero conhecer, eu sou muito fã’. Aí, ele me levou até Pinduca, e eu o convidei para participar do meu baile”, contou.
Zeca Baleiro se refere ao “Baile do Baleiro”, projeto paralelo voltado para repertórios dançantes, no qual busca dialogar com diferentes sonoridades brasileiras. Segundo ele, o convite ao artista paraense permanece nos planos.
“Isso faz uns 12 anos. O ‘Baile do Baleiro’ é um projeto alternativo que eu tenho, de música para dançar. E ele falou: ‘eu vou, meu filho, é só me chamar’. Então, está nos meus planos chamar para breve Pinduca para o meu Baile do Baleiro, porque ele é um gênio popular”, afirmou.
SERVIÇO:
Zeca Baleiro e Adriano Magoo realizam espetáculo musical “Piano”
- Data: sábado (18);
- Local: Grêmio Literário Português;
- Horário: a partir das 21h;
- Informações sobre ingressos: (91)982113377.
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