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Quatro artistas paraenses são selecionados para a 4ª Bienal Black Brazil Art

Os paraenses Deia Lima, Josué Castilho França, Rafael da Luz e Natany Rodrigues ganham evidência ao integrar a mostra, que mapeia a arte afrodiaspórica brasileira. Por meio de múltiplas linguagens, como performance, fotografia e pintura, o evento coloca os criadores do Norte em diálogo direto com os circuitos do Sudeste, Nordeste e de países como Alemanha e Canadá

Bruna Dias Merabet
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Quatro artistas do Norte do Brasil foram selecionados para a 4ª edição da Bienal Black Brazil Art (BB). Todos nascidos no Pará, eles integram o grupo de 125 criadores escolhidos em todo o país. A listagem, que mapeia a arte negra brasileira, contabilizou um total de 338 inscrições no início do ano.

Deia Lima, Josué Castilho França , Rafael da Luz e Natany Rodrigues vão participar do evento acontece no último trimestre de 2026, em Recife (PE), com atividades no Museu de Arte Moderna Aluísio Magalhães (MAMAM), Museu da Abolição e Museu Cais do Sertão.

Os trabalhos selecionados cruzam geografias e múltiplas linguagens artísticas, abrangendo performance, videoarte, instalação, fotografia, escultura, pintura e arte têxtil. Além da representação paraense, a mostra reúne criadores do Sudeste (57), Nordeste (40), Sul (11) e Centro-Oeste (5), contando também com a participação de artistas da Alemanha, Canadá, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Porto Rico e Portugal. Na região Nordeste, sobressaem as produções vindas da Bahia (14) e de Pernambuco (11).

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A programação da 4ª edição expande-se além dos museus da capital pernambucana, propondo uma rede de conexões que rompe barreiras territoriais. Por meio de mobilidade curatorial e de plataformas virtuais, a bienal articula residências, processos criativos e intercâmbios que conectam criadores e espaços no Rio Grande do Sul, na Bahia, em Porto Rico e no Canadá, desenhando uma cartografia diaspórica que insere a produção negra brasileira em debate com experiências globais.

"Essa dimensão internacional não é ornamental. É estrutural", explica a organizadora Patricia Brito. "A BB parte do princípio de que a arte negra produzida no Brasil existe dentro de uma rede histórica e contemporânea mais ampla — a da diáspora africana —, e que os intercâmbios entre esses territórios geram camadas de sentido que nenhuma exposição realizada num único espaço físico seria capaz de abarcar", elabora.

A escolha de Pernambuco como sede desta edição decorre do peso histórico, cultural e simbólico do estado. Recife desponta como um território moldado por encontros, resistências e memórias vivas, abrigando quilombos, maracatus, movimentos negros históricos e uma forte produção afrodiaspórica. Nesse cenário de múltiplas camadas, a Bienal Black promoverá ações em parceria com importantes centros culturais da cidade.

A 4ª Bienal Black Brazil Art é realizada pelo Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), com patrocínio do Banco BV, parceria de divulgação do Portal SoteroPreta (Salvador-BA) e produção da Black Brazil Art.

O projeto nasceu em Porto Alegre (RS) em 2019, afirmando que a arte afrodiaspórica brasileira não possui endereço fixo. A segunda edição ocorreu em 2022, em formato inteiramente on-line devido à pandemia, enquanto a terceira edição ocupou espaços na capital fluminense.

Desde a sua gênese, a Bienal adotou a itinerância 

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