Roda de conversa reúne Jorge Eiró e Geraldo Teixeira em debate sobre a arte paraense
O encontro gratuito integra a programação paralela da exposição Trajetórias e propõe uma reflexão sobre a transição do modernismo para o cenário contemporâneo e o mercado de arte no Pará
A exposição Trajetórias – Arte Contemporânea Paraense promove neste sábado (6), às 10h, a roda de conversa “Percursos da arte paraense”, com a participação dos artistas Jorge Eiró e Geraldo Teixeira. O encontro será realizado na Galeria 2, localizada no primeiro piso do Centro Cultural Banco da Amazônia, em Belém (PA), com entrada gratuita e aberta ao público.
A atividade integra a programação paralela da mostra Trajetórias e propõe uma reflexão sobre as transformações da arte produzida no Pará ao longo das últimas seis décadas. Entre os temas abordados estão a transição de uma iconografia modernista para uma produção alinhada aos conceitos da contemporaneidade, a inserção da arte paraense nos circuitos globais e a preservação de sua identidade cultural e territorial.
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Para Jorge Eiró, a trajetória recente da arte paraense evidencia um processo de amadurecimento e expansão. “A arte paraense apresentou uma evolução significativa nas últimas seis décadas, perfazendo uma transição de uma iconografia modernista para um conceito de contemporaneidade, mostrando-se alinhada às vertentes globais, mas mantendo uma forte identidade local. Creio que nos próximos anos essa tendência irá se expandir e se afirmar não só nacionalmente, mas alcançando projeção mundial”, afirma o artista.
Segundo ele, a conversa também será uma oportunidade para compartilhar experiências pessoais dentro desse contexto. “O debate será certamente uma bela oportunidade de tratar dos temas espelhados na exposição, como também falarmos sobre nossas próprias trajetórias nesse contexto, num bate-papo muito intenso e divertido com o Geraldo, amigo de longa data”, acrescenta.
Geraldo Teixeira destaca o momento favorável vivido pelas artes visuais no estado, impulsionado pelo interesse crescente de colecionadores, curadores e galeristas. “Estamos realmente em um grande momento para a arte que se produz aqui no Pará, visto pelo interesse de colecionadores, curadores e galeristas que visitam o Estado prospectando novos artistas. Sem dúvidas, vivemos um excelente estágio nas artes visuais”, avalia.
O artista ressalta ainda a importância da profissionalização do setor e do fortalecimento do mercado de arte regional. “As coleções que se estabeleceram com muita força produzem um movimento que começa a criar um mercado de fato. A partir das coleções cria-se um comportamento que dita novos rumos ao mercado”, observa. Durante a roda de conversa, Teixeira também pretende abordar a presença de sua obra na exposição Trajetórias e discutir o papel social das coleções privadas na ampliação do acesso à arte.
Exposição reúne mais de 130 artistas paraenses
Aberta ao público até o dia 14 de junho de 2026, a exposição Trajetórias – Arte Contemporânea Paraense reúne mais de 130 artistas presentes na Coleção Eduardo Vasconcelos. Com curadoria de Vânia Leal, a mostra apresenta um panorama das artes visuais produzidas no estado ao longo de mais de seis décadas.
Selecionada pelo I Edital de Ocupação 2026-2027 do Centro Cultural Banco da Amazônia, a exposição marca também os seis meses de funcionamento do espaço cultural.
“Trajetórias marca um ponto importante ao reunir tantos artistas com representatividade nas artes visuais do Pará, entre 1959 até o momento atual. Não se trata de uma linha do tempo, mas de um encontro de linguagens, gerações e contextos diferentes”, afirma. “O diferencial desse recorte potente é o gesto de reinscrever artistas que, por diferentes razões, foram deslocados ou silenciados, ampliando o debate crítico e sensível sobre a arte contemporânea paraense”, diz Vânia Leal.
Agende-se
Data: sábado, 06
Horário: 10h
Local: Galeria 2 (1º piso) – Centro Cultural Banco da Amazônia
Entrada gratuita
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