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Videoclipe revisita ‘Operação Prato’ e explora mistérios de Colares

O produtor castanhalense Selektah Nubeat traz artistas da cidade para a canção instrumental

Fernando Assunção (Estagiário sob supervisão)

Com significativa herança indígena, Colares, cidade do nordeste paraense, tem mistérios que já foram estudados até pela Força Aérea Brasileira (FAB). Em 1977, a chamada “Operação Prato” investigou a aparição de Objetos Voadores Não-Identificados (OVNIs) no município, que permanecem em segredo de Estado mais de 40 anos depois. Até hoje, moradores mais antigos relatam terem tido contato direto com seres de outros planetas. Além disso, Colares é conhecida pelas práticas religiosas xamânicas, que se utilizam de saberes ancestrais, no manejo de elementos da natureza, para promover a cura espiritual de seus adeptos.

O cenário de energias extraterrestes, ancestrais e da natureza, foi escolhido pelo artista castanhalense Selektah Nubeat, que viajou mais de 80 quilômetros até Colares, em um processo subjetivo de cura emocional procurada por ele. A trajetória é retratada no videoclipe de “La Busca”, canção sem letra, que traz os músicos locais Gleyton Cardoso e Marcelo Corrêa, no trompete e trombone, respectivamente, na composição instrumental, que constrói o misticismo exibido nas imagens, captadas por Rocky Souza.

Embora retrate um momento íntimo de sua vida pessoal no clipe, Selektah espera que cada ouvinte possa se conectar com a música através da própria vivência, afinal “todo mundo está em busca de algo”. “Sempre ouvi histórias envolvendo Colares, mas fui ter a minha própria experiência quando conheci casas religiosas do município. A minha busca tinha a ver com ter paz e tranquilidade, e me vi abraçado pela energia da cidade. Através desse clipe, quero homenagear Colares e agradecer pelo acolhimento. Isso passa, também, por trazer artistas locais para o processo de composição”, diz o produtor.

O trabalho chega às 12h desta sexta-feira (14), no canal do Selo Kizomba no YouTube. Para construir a sonoridade que conta essa narrativa, Selektah Nubeat traz elementos que vão do rap ao jazz. Ele utiliza o boom bap na bateria, estilo de batida clássica do rap, com base de jazz no piano e a influência caribenha é percebida nos metais e tambores. Questionado sobre o porquê de fazer uma música instrumental, ele destaca que a falta de uma letra aflora a intimidade e subjetividade de quem ouve. “É uma música instrumental, então, naturalmente, ela é subjetiva, já que não tem o direcionamento de uma letra. Eu a fiz querendo passar um sentimento, mas acredito que cada pessoa possa interpretar a sua maneira”, conta.

Além de Selektah nos beats e produção musical e Gleyton Cardoso e Marcelo Corrêa no trombone e trompete, Nego Walber assume a percussão, Jan Andrade na guitarra, mix e masterização e atuação de Sarah Prazeres e Nego Rod no videoclipe. 

Confira o videoclipe de "La Busca" a partir das 12h desta sexta-feira (14):

Sobre o artista

Allan Casimiro, mais conhecido como Selektah Nubeat, iniciou carreira musical em 2012, como DJ em festas de Castanhal, onde nasceu no bairro Nova Olinda. O trabalho avançou e, em 2016, o músico fundou o selo Kizomba Groove para produzir artistas do rap e fomentar a cena independente local. Versatilidade é a marca do produtor, que já tem mais de dez trabalhos gravados. Só em 2021, ele já lançou o álbum de reggae “Cultive”, que conta com o clipe da faixa “O Amor”, em parceria com o cantor e compositor Dudu Urband, e o single e videoclipe “De Lá”, com o rapper castanhalense Kratos.

Música
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