Tribo de Jah faz show no Festival Psica no Verão Amazônico no Marajó e reforça a rota do reggae
Banda de reggae se apresenta no dia 17 de julho, na praia de Joanes, em Salvaterra, como parte da estratégia de interiorização do evento para a Ilha do Marajó
A banda Tribo de Jah é um dos destaques do line-up de sua primeira edição no Verão Amazônico, do Festival Psica. O evento, marcado para os dias 17 e 18 de julho, reúne nomes nacionais e potências locais no cenário paradisíaco da praia de Joanes, em meio à Floresta Amazônica. A banda se apresenta no primeiro dia.
Pioneira do gênero no Brasil com trajetória iniciada em 1986, a Tribo de Jah contabiliza mais de 2 milhões de discos vendidos, 19 álbuns lançados e turnês por mais de 50 países, além do histórico de ter sido a primeira banda brasileira a se apresentar no festival Sunsplash, na Jamaica.
“A Tribo de Jah tem uma relação de muito amor e carinho com Belém e, por extensão, com toda a Amazônia. Ao longo da carreira, a banda desbravou muitas cidades do interior do Pará, chegando a lugares onde, muitas vezes, nenhuma outra banda de reggae havia tocado. Fizemos viagens de barco, passamos por cidades como Portel, Breves e localidades da Ilha do Marajó. Isso criou uma conexão muito forte. Belém ocupa um lugar especial na história da banda. Gravamos um DVD na cidade justamente para registrar essa relação tão intensa com o público paraense. Foram muitos shows memoráveis e uma acolhida que sempre marcou toda a equipe da banda”, pontua Fauzi Beydoun, vocalista da banda.
“Voltar ao Pará, agora para tocar no Marajó, significa reencontrar um público que sempre nos recebeu com muito carinho. A expectativa é viver mais um momento mágico, cheio de gratidão, amor e positividade. Toda vez que a Tribo de Jah retorna ao Pará, músicos e equipe técnica sentem que estão voltando para um lugar muito especial”, acrescenta.
VEJA MAIS
O Festival de Verão Amazônico propõe um encontro entre música, natureza e cultura amazônica. Com acesso gratuito, a iniciativa faz parte do plano de expansão das atividades do Psica para além de Belém, com o objetivo de integrar a Região Amazônica ao circuito de destinos culturais no calendário nacional.
“ Eu vejo esse festival como algo de extrema importância. A cultura ainda é muito pouco valorizada nas políticas públicas e iniciativas como essa ajudam a fortalecer o patrimônio cultural da região e a promover inclusão por meio da arte. A proposta da Tribo de Jah sempre dialogou com temas sociais, culturais e ambientais. Temos músicas que falam da Amazônia e de questões relacionadas à preservação da floresta. Ao mesmo tempo, nossa música sempre buscou construir pontes entre diferentes influências culturais. Recentemente, inclusive, fiz um reggae-carimbó e cheguei a pensar em convidar o Pinduca para participar. O Brasil ainda conhece muito pouco da riqueza cultural amazônica. Por isso, participar de um festival como esse é muito significativo e reforça valores que a banda sempre defendeu ao longo da sua trajetória”, diz o artista.
O Festival Psica promove o fortalecimento da conexão cultural e histórica entre os estados do Pará e do Maranhão por meio da inserção do reggae em seu line-up, integrando o gênero musical na construção de um intercâmbio artístico dentro da chamada "Amazônia expandida". A presença da Tribo de Jah no festival é um reflexo dessa conexão.
“Essa conexão entre Maranhão e Pará é indiscutível. Existe uma relação histórica muito forte entre os dois estados, inclusive por conta da migração maranhense para o Pará ao longo dos anos. O reggae acabou se tornando uma grande ponte cultural entre São Luís e Belém. Além disso, há outras manifestações que aproximam os dois territórios, como a cultura das radiolas no Maranhão e das aparelhagens no Pará, fenômenos que possuem muitas semelhanças.A Tribo de Jah está totalmente inserida nesse contexto. Nossa história está profundamente ligada ao Pará, e o reggae ajudou a construir essa identidade compartilhada entre os dois estados. Por isso, considero muito importante que um festival como o Psica valorize esse intercâmbio e fortaleça essa conexão cultural que já existe há décadas”, conta Fauzi Beydoun.
A banda Tribo de Jah fundamenta sua produção artística nos princípios tradicionais do gênero musical reggae e do movimento Rastafári, integrando o meio ambiente aos conceitos de espiritualidade. Essa abordagem manifesta-se por meio da filosofia do grupo, da abordagem de temas voltados ao ativismo ecológico nas composições e na rotina de seus integrantes.
Sediado na Ilha do Marajó, região do estado do Pará caracterizada por praias de água doce e manifestações culturais tradicionais, o evento utiliza a dinâmica geográfica local como base para sua estrutura. A proposta do Festival Psica no Verão Amazônico consiste em reproduzir as características dos festejos do interior e dos encontros em áreas ribeirinhas e insulares, direcionando essa programação tanto para os moradores locais quanto para o público visitante de outras regiões do país.
“ Antes de tudo, quero agradecer ao Festival Psica pelo convite e pela proposta do evento, que considero extremamente importante. O que pretendemos levar para Joanes é exatamente aquilo que a Tribo de Jah sempre buscou transmitir: amor, positividade, união e esperança. Queremos que o show seja um momento de celebração, de encontro e de conexão entre as pessoas. A expectativa é compartilhar uma energia muito especial com o público do Marajó, criando uma experiência que fique guardada na memória de todos. O reggae tem essa capacidade de aproximar as pessoas, e é isso que queremos viver junto com quem estiver lá”, finaliza o cantor.
Palavras-chave
COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA