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Leitura na infância: saiba como tornar os livros mais atrativos para as crianças

Além da parte literária, as ilustrações podem desempenhar um papel fundamental nos livros, despertando a curiosidade de meninos e meninas

Amanda Martins

Nesta terça-feira (2), celebra-se o Dia Internacional do Livro Infantil, uma data que não apenas homenageia o nascimento do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, autor de clássicos que fazem parte da infância de todo mundo como "O Patinho Feio" e "A Pequena Sereia", mas também destaca a importância da literatura na vida dos pequenos leitores, oferecendo-lhes não apenas entretenimento, mas também estimulando a criatividade e a imaginação. Trabalhando nesse propósito, autores contemporâneos continuam a encantar e incentivar que meninos e meninas desbravem o universo da literatura infantil, confrontando realidade e fantasia.

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Um desses profissionais é o professor, advogado e escritor infantojuvenil paraense Daniel da Rocha Leite. Para atrair a atenção dos pequenos para o "mundo literário", Leite diz não seguir uma fórmula rígida, mas sim trabalhar uma experiência contínua de enxergar o mundo pelos olhos e pela imaginação das crianças. 

"Como um adulto, talvez eu não consiga compreender como um 'rio é levado embora pelos ladrões de uma terra, deixando só o vazio da alma-água de um rio no fundo, seco de um chão", reflete o escritor, que por meio da ficção, como "A história das crianças que plantaram um rio", convida o leitor a mergulhar no mundo mágico da infância e redescobrir a beleza e a simplicidade das coisas. 

Para o autor, parte essencial do trabalho é a interação com o público infantil durante o processo de criação. Isso porque, antes de publicar qualquer história, ele a testa oralmente com uma criança, prestando atenção às suas reações e observações, transformando a "resposta" em um combustível para aprimorar suas narrativas. 

"Penso que nós, 'gente grande', devemos ler livros das infâncias, livros para toda a gente também. Melhor ainda, se lermos com elas, as nossas crianças de casa, do mundo, iríamos estimular uma melhor audição, dar asas à imaginação, criar momentos e vínculos afetivos", acrescentou Leite. 

Além da parte literária, as ilustrações podem desempenhar um papel fundamental nos livros. Para isso, Daniel conta a parceria de anos com o ilustrador Maciste Costa. "Todo livro infantil tem sempre suas autorias, aquele que escreve e aquele que ilustra", destacou o escritor. 

Experiência lúdica

A colaboração dos dois artistas oferece ao leitor mirim uma experiência completa e imersiva.  Pode parecer fácil, mas não é. O ilustrador reforça que a colaboração entre texto e imagem vai além de uma simples complementaridade. Para Maciste, é sobre criar uma experiência lúdica e envolvente que convida as crianças a explorarem o universo das histórias. 

image O ilustrador Maciste Costa (Reprodução/ Instagram)

"O texto tem que colaborar e muito. As cores, as fontes, personagens, e formato do livro, sobretudo, a ludicidade devem ser exploradas ao máximo. As imagens têm que brincar com o texto, convidar as crianças para essa brincadeira, ou não terá esse efeito atrativo", destacou o ilustrador. 

Costa observa que para muitas crianças, a imagem de um livro é o primeiro contato com esse objeto que, até então, é desconhecido. As ilustrações não estão ali por meio acaso ou para competir com a narrativa. Pelo contrário, enriquecem o texto, para convidar os pequenos a mergulharem em um mundo de imaginações e descobertas. "A ilustração fala para o texto: 'dê-me a mão e vamos sair para brincar, se divertir. Essa harmonia entre imagem e texto que vai dar sentido lúdico ao contexto que o livro se predispõe", acrescentou. 

Em sua parceria com o autor, Costa encontra diz encontrar a liberdade criativa necessária para exercitar sua arte como ilustrador. "O Daniel é um dos poucos autores que me deixa livre para criar. São livros maravilhosos que tive e tenho a felicidade de ilustrar e, com isso, exercitar minha verve de ilustrador. Ganho muito e enriqueço a cada livro que ilustro do Daniel. Ele me faz andar por caminhos desconhecidos. O que, de certa forma, só agrega ao meu capital cultural e imagético", declarou.

 

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