Jenipapo Junino ocupa Casa Mairi neste domingo com mais de 50 expositores da Amazônia
A feira Jenipapo Junino promove um grande encontro de economia criativa e destaca a estreia de novos nomes da cena visual regional, como o artista gráfico Felipe Moia, Mauê Cria e Flores do Igarapé, além de marcas autorais de artesanato e chocolates artesanais
A Jenipapo Junino realiza sua maior edição neste domingo (07), das 11h às 19h, ocupando de forma inédita a Casa Mairi, no bairro da Cidade Velha, em Belém. Integrada oficialmente à programação do Projeto Circular, a feira promove uma edição especial em parceria com a DiRocha Feira Criativa, concentrando mais de 50 expositores, entre artistas visuais, ilustradores, artesãos e marcas independentes da Amazônia.
Idealizada pela artista visual Thay Petit, a Jenipapo Feira de Arte Gráfica vem se consolidando como um importante canal de difusão da produção gráfica independente na capital paraense, estreitando redes criativas e aproximando o público dos artistas amazônidas contemporâneos.
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Além da expansão no número de participantes, a edição deste mês destaca a inserção de novos artistas e artesãs no circuito. Entre as estreias confirmadas estão Felipe Moia, Mauê Cria e Flores do Igarapé, nomes que vêm construindo trajetórias de destaque na cena visual regional. Por sua vez, o Coletivo BRT, reconhecido por sua atuação no universo dos quadrinhos independentes, retorna à feira como parceiro assíduo da programação.
Felipe Moia é um artista gráfico natural de Belém do Pará, com atuação voltada para as áreas de ilustração e design gráfico. Sua trajetória no universo da ilustração começou em 2017 e, em 2024, ele ampliou seu escopo de atuação para as artes gráficas. Seu portfólio profissional inclui desde ilustrações editoriais para revistas até o desenvolvimento de identidades visuais, murais, artes de capas para livros e singles musicais.
“A presença desses nomes reforça a proposta da Jenipapo de estimular encontros entre diferentes linguagens, trajetórias e produções autorais da Amazônia. Nesta edição não teremos as oficinas, exposição de arte e mostra de cinema, que são atividades já realizadas em anos anteriores, mas vamos apostar justamente na força da ocupação coletiva, das conexões e dos novos encontros como principal diferencial do evento”, comenta a idealizadora Thay Petit.
No segmento do artesanato e das manufaturas independentes, a programação reúne marcas que impulsionam a economia criativa local, como a Soly Chocolates, com doces artesanais; Flores Mãe Santíssima, que apresenta artigos pautados pela delicadeza e identidade regional; e a Mircea Bolsas, com acessórios de confecção manual.
A inclusão da feira no roteiro oficial do Circular assinala um período de expansão e reconhecimento do projeto, solidificando o diálogo entre as iniciativas culturais autônomas da cidade.
A cooperação com a Casa Mairi também reflete este novo momento da Jenipapo. O espaço, situado no centro histórico da Cidade Velha, destaca-se pelo fomento a experiências artísticas e pela movimentação cultural do bairro, sintonizando-se com o propósito da feira de incentivar a troca, a convivência e a valorização da produção local.
Com entrada franca, o evento disponibilizará ao público a comercialização de artes gráficas, ilustrações, publicações independentes, acessórios, moda autoral, artesanato, gastronomia e música, configurando um amplo encontro entre arte, afeto e economia criativa amazônica.
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