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Instagram: usuários sentem as mudanças; especialista orienta sobre algoritmo

O Instagram, entre as redes sociais, tem gerado insatisfações e redefinido os sentido da produção de conteúdo de artistas, empresas e demais usuários

Emanuele Corrêa

As redes sociais digitais estão presentes na internet e intermediando relações com o público consumidor e produtor de conteúdo. O Instagram, entre as redes sociais, tem gerado insatisfações e redefinido os sentido da produção de conteúdo de artistas, empresas, etc e demais usuários. A redação integrada de O Liberal conversou com exclusividade com José Calasanz Junior, Business Intelligence (BI), com experiência em análise de métricas de mídias sociais e a atriz e produtora de conteúdo digital, Alane Dias.

Recentemente o produtor de conteúdo científico Pirula, a administradora Nath Finanças, a gamer Samira Close e o crítico de cinema Pablo Villaça desabafaram no Twitter, de acordo com a matéria publicada pela portal Tilt, levantando a temática. Segundo pesquisa feita pela Tilt, o descontentamento não é exclusivo de personalidades e usuários com contas menores. A insatisfação é principalmente com a oscilação no engajamento, reorganização sem critério aparente do feed e problemas técnicos.

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Calasanz Junior explica que as mídias sociais se tornaram o local mais procurado para divulgar o que se está produzindo, com a finalidade de não depender dos veículos de comunicação tradicional de imprensa. "As pessoas esquecem que esses canais ainda são mídia e, como toda mídia, têm limitações de entrega. Um jornal impresso não atinge todos os moradores de uma cidade assim como um Instagram num vai atingir todos os seguidores", disse, comparando as mídias off-line e on-line.

O especialista reforça que é necessário saber lidar com as mudanças que estão ocorrendo, para continuar a relação com o público. "Em mídias sociais que você não tem tanta entrega ou que estão passando por mudanças, que afetam esse aspecto, você pode focar conduzir quem te segue para um local de melhor entrega como newsletter, blogs e sites. Esses opções ainda não morreram e são base de sustentação de verdadeiros impérios da comunicação. Você consegue controlar melhor a  entrega do conteúdo em tempo de redução de alcance", disse.

A queda nas visualizações, por exemplo, podem causar alguns impactos psicológicos para o usuário, devido a alta exposição. Calasanz reforçou que não é possível ter o controle do algoritmo, pois as empresas possuem concorrentes e necessidades de mercado para torná-las competitivas. "Não vamos ter em todas as mídias sociais alcance para todo o mundo. Quando temos essa particularidade, a gente precisa aprender a lidar da melhor forma. Não podemos deixar a nossa saúde mental, naquilo que a gente não controla", disse.

"Precisamos anotar os nossos resultados por período, por exemplo: resultado da Black Friday, Dia das mães, etc., para que constantemente possamos comparar de ano a ano. Entender as reduções, se caiu o alcance e caiu as vendas, etc. Se as reduções de alcance estão drásticas, ai talvez seja hora de repensar se a estratégia esta boa e se é hora de mudar para outro canal. Faz com que não dependamos do algoritmo, porque se colocamos todas as fichas no algoritmo, esquecemos de ver fatores: estratégia, distribuição, qualidade de conteúdo", finalizou.

O especialista em métricas dá o exemplo do Reels, que hoje é possível saber o que está sendo priorizado, pois o CEO do Instagram, Alan Moseri, pronunciou-se sobre o assunto. Inclusive, o próprio Alan comunicou que as fotos continuarão aparecendo, mas que o foco será a produção de vídeos ao longo do tempo. "Independente do conteúdo que produz, não será efetivo em todas as mídias sociais. Nós não  temos o domínio sobre o algoritmo, e nem sabemos o que realmente ele prioriza. Sabemos da priorização dos Reels hoje, porque o CEO do Instagram, Alan Moseri, veio a público falar isso, mas há outras funcionalidades dentro da mídia que não são claras", afirmou.

Alane Dias, atriz e influenciadora digital comenta que as mudanças no Instagram não a agradam, enquanto usuária, pois antes os conteúdos que recebiam, agora estão confusos e perdidos na linha do tempo. "Acho que essa em específico não me agrada muito. Acabo não vendo em ordem cronológica as postagens e muitas pessoas somem da minha TL", arguiu.

"Meus conteúdos são sobre maquiagem, meio ambiente, meu dia a dia, arte (teatro e ballet) e agora a minha cachorrinha, que tem me dado bastante engajamento porque meus seguidores a amam", completou explicando sobre o seu conteúdo, em tom amistoso.

A atriz percebeu que o Instagram tem episódios de oscilações e isso implica diretamente em seu trabalho com as marcas. Ela também comparou o seu desempenho no TikTok. "Essas oscilações são bem comuns mesmo, como eu trabalho o meu Instagram e as vezes preciso mandar relatórios de números pra algumas marcas, isso acaba sendo incômodo. Isso não foi o motivo pra eu mudar para o tiktok, mas lá eu percebo um engajamento e entrega bem maiores do meu conteúdo, o que me faz ter mais seguidores e curtidas lá", ponderou.

Questionada se essas alterações já a causaram ansiedade, ela revelou que sim, pois para além de usuária da rede, a plataforma é utilizada para o trabalho. "Como eu trabalho com isso, essa instabilidade afeta não só o emocional como profissional também", disse.

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