Marjorie Estiano explica decisão de não querer ter filhos: 'Rejeitava o romantismo'
Ao longo da conversa, a atriz também revelou que sofreu alguns traumas no passado com os seus familiares
A atriz Marjorie Estiano abriu o coração e explicou sua decisão de não querer ter filhos durante uma entrevista recente ao podcast "Isso Não É uma Sessão de Análise", apresentado pela psicanalista Vera Laconelli. Ao revelar o porquê de não desejar construir uma família de forma tradicional, a artista relembrou alguns traumas do passado com sua família e alegou que a psicologia a ajudou a compreender o motivo com mais clareza.
Sempre muito reservada, a atriz revelou que teve muitos embates com sua mãe, Marilene Oliveira, e chegou a ficar um período sem falar com ela após se mudar para São Paulo, o que ela acredita ter influenciado em sua visão sobre a maternidade. No entanto, Marjorie acredita que já construiu uma família com os seus amigos e namorado, o médico cirurgião Marcio Maranhão, com quem convive desde 2022.
"Nunca [pensei nisso]. Acho que talvez por ter esse ambiente mais bélico com a minha mãe, eu falei: 'Não quero ter filhos. Não é bom isso, isso não é legal, não quero ter' (...) Depois fui entendendo com a [minha psicóloga] Beatriz, porque acho que a análise é um processo de autorreflexão e de autoconhecimento que deveria estar junto do português e da matemática. É básico, talvez seja mais importante até do que isso", disse Marjorie.
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Traumas familiares de Marjorie tiveram influência em sua decisão
Segundo Marjorie, a convivência com sua família durante a juventude possui relação com a sua falta de vontade em gerar filhos. "O núcleo familiar tem muitos vícios de infância, de outras fases e projeções que são difíceis de atualizar. É uma caixa de Pandora. Fico tentando entender por que está envolta sempre em uma roupinha de uma moralidade, de amor incondicional, e acho que é o núcleo mais 'hardcore' que tem", opinou.
"Mas acho que o caminho que fiz foi um pouco esse da rejeição [aos pais e à relação maternal]. Inclusive, rejeitava o romantismo e tudo que fosse mais amoroso e afetivo nas minhas relações. Sou uma mulher prática, objetiva: não quero ter filhos, não quero ter descendentes. Isso é uma defesa, porque queria e desejava muito esse lugar [romântico], mas não sabia muito como, então, não é para mim", complementou Estiano.
(Victoria Rodrigues, estagiária de Jornalismo, sob supervisão de Vanessa Pinheiro, editora web em Oliberal.com)
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