Ator de Barcarena integra série da Netflix sobre a conquista do tricampeonato mundial do Brasil

Samuel Vasconcelos interpreta Luis Rubiños, goleiro da Seleção Peruana, em episódio que recria confronto das quartas de final do Mundial do México

Amanda Maritns
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O ator paraense Samuel Vasconcelos, natural de Barcarena, participou das gravações da série "Brasil 70 – A Saga do Tri", produção da Netflix em parceria com a O2 Filmes. Na trama, ele interpreta Luis Rubiños, goleiro da Seleção Peruana durante a Copa do Mundo de 1970.

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Recém-lançada, a série revisita os bastidores da campanha que levou a Seleção Brasileira ao tricampeonato mundial no México. A produção retrata a preparação de nomes como Pelé, Tostão, Jairzinho, Gérson, Rivelino, Carlos Alberto Torres e do técnico Mário Zagallo antes da conquista do título.

Samuel aparece no terceiro episódio da série, que recria a partida entre Brasil e Peru pelas quartas de final do Mundial. Na ocasião, a Seleção Brasileira venceu por 4 a 2 e avançou para a semifinal da competição.

image Samuel Vasconcelos durante caracterização para viver o goleiro Luis Rubiños na produção da Netflix (Arquivo pessoal)

Seleção para a série começou com testes de futebol

Segundo o ator, o convite surgiu durante um processo seletivo realizado em diferentes estados do país. Inicialmente, os testes buscavam intérpretes para jogadores de linha da Seleção Brasileira, mas a equipe identificou semelhanças físicas entre Samuel e o goleiro peruano.

“Recebi o convite por meio do Bruno Torres. Inicialmente, ele me pediu algumas fotos e vídeos demonstrando habilidades com bola. Gravei esse material na Arena Bola na Rede, meu amigo Agnaldo, e enviei para a equipe de seleção. Depois fui chamado para uma segunda etapa presencial em Belém, onde participei de testes físicos, técnicos e também de interpretação com a equipe da Tati Brito”, contou.

As gravações ocorreram entre maio e agosto de 2025, período em que o ator precisou viajar diversas vezes para São Paulo. “Nesse período viajei diversas vezes para São Paulo, participando de ensaios, treinamentos e filmagens”, relembrou.

Preparação exigiu aprendizado como goleiro

A interpretação de Luis Rubiños representou um desafio inédito para Samuel. Apesar de ter experiência com futebol, ele nunca havia atuado como goleiro.

“Sempre gostei muito de futebol e pratiquei o esporte ao longo da vida, mas normalmente jogava mais no ataque. A posição de goleiro foi um desafio completamente novo para mim”, afirmou.

image Lucas Agrícola dá a vida Pelé na série da Netflix que revisita a campanha do tricampeonato mundial de 1970 (Arquivo pessoal)

Além dos treinamentos específicos para a posição, o ator pesquisou a trajetória esportiva do jogador peruano e o contexto histórico da seleção do Peru na década de 1970.

Segundo ele, algumas cenas exigiram intensa preparação física. “Algumas sequências exigiam repetição constante de movimentos, corridas e mergulhos para as defesas, o que demandava bastante resistência física”, destacou.

Representatividade paraense em produção internacional

Entre os momentos mais marcantes da experiência, Samuel destaca a oportunidade de representar o Pará em uma produção de alcance internacional. “Fiquei especialmente honrado por ser o único representante selecionado no Pará em um processo que envolveu milhares de candidatos em mais de dez estados”, afirmou.

Para o ator, a participação demonstra que talentos da região também podem conquistar espaço em grandes produções audiovisuais. “Isso mostra que o talento existe em todos os lugares e que grandes oportunidades também podem chegar para quem vive longe dos grandes centros”, disse.

Série resgata lições sobre trabalho coletivo

Samuel acredita que a história da Seleção de 1970 continua atual ao mostrar a importância do trabalho em equipe para alcançar grandes resultados.

“A história da Seleção de 70 continua sendo uma grande inspiração, porque mostra que conquistas históricas não acontecem apenas pelo talento individual”, afirmou.

Segundo ele, a principal lição deixada pela equipe campeã permanece válida para o futebol contemporâneo. “Temos talento de sobra. O desafio é transformar esse talento individual em espírito coletivo, comprometimento e propósito comum. Quando uma equipe joga por algo maior do que ela mesma, passa a representar o sonho de milhões de pessoas”, concluiu.

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