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Ana Unger une música, dança e manifesto ecológico no espetáculo ‘Amazônia Motirô’

Na montagem, a criadora assina uma experiência artística integrada que une no palco a Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz, o Coro Carlos Gomes e a dança contemporânea

O Liberal
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Nos dias 10 e 11 de junho, dentro da programação do Festival de Ópera do Theatro da Paz, será exibido o espetáculo Amazônia Motirô, criação de Ana Unger.

Com uma hora de duração, a obra se destaca por sua linguagem musical contemporânea, trazendo uma composição original de Thiago D’Albuquerque executada pela Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz, sob a regência da maestra Laura Gentile, e pelo Coro Carlos Gomes, conduzido pela maestra Maria Antônia Jimenez. O espetáculo conta ainda com as performances dos solistas líricos Lys Nardoto e Idaías Souto, da artista Érika Keuffer e da Cia de Dança Ana Unger.

“A inspiração para o projeto nasceu da necessidade de celebrar a riqueza cultural, humana e ambiental da Amazônia, ao mesmo tempo em que refletimos sobre os desafios que ameaçam esse patrimônio. O termo ‘Motirô’, de origem indígena, remete à ideia de trabalho coletivo, união de esforços e construção comunitária. Esse conceito traduz perfeitamente a essência da obra: um chamado para que sociedade, artistas e instituições atuem juntos na preservação da Amazônia e de seus recursos naturais”, conta Ana Unger.

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A montagem celebra a exuberância da floresta ao mesmo tempo em que propõe uma reflexão urgente sobre os riscos da poluição hídrica e a necessidade de conscientização ambiental, trazendo um alerta urgente sobre a poluição das águas, equilibrando com sensibilidade a beleza estética da Amazônia e a crueza de um manifesto ecológico no palco.

“O grande desafio foi justamente evitar que a denúncia apagasse o encantamento ou que a beleza suavizasse a urgência da mensagem. Optamos por construir uma narrativa que conduz o público por diferentes emoções: primeiro o fascínio diante da grandiosidade da floresta e de seus rios, depois a reflexão sobre os impactos causados pela ação humana. A estética funciona como uma porta de entrada sensível para que o manifesto ecológico alcance o espectador de forma profunda e duradoura”, explica a criadora.

Ao refletir sobre o impacto que o espetáculo pretende gerar, a idealização da obra destaca que o principal objetivo é fazer com que o público compreenda que a Amazônia não é uma realidade distante, mas sim um patrimônio vivo que influencia o cotidiano de todos. Mais do que apenas sensibilizar os espectadores por meio da arte, a produção busca provocar uma verdadeira tomada de consciência sobre o papel fundamental de cada indivíduo na preservação ambiental, funcionando como um chamado para atitudes práticas e concretas de cuidado com a natureza, especialmente no que diz respeito à urgência de proteger os recursos hídricos para as futuras gerações.

O espetáculo une no palco a Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz, o Coro Carlos Gomes, solistas líricos e a Cia de Dança Ana Unger, sendo um movimento grandioso entre diferentes vertentes artísticas.

“Foi um processo intenso e extremamente enriquecedor. Cada linguagem artística possui sua própria forma de expressão, mas todas compartilham a capacidade de emocionar e comunicar. O trabalho consistiu em encontrar pontos de convergência entre música, canto, movimento e imagem para que cada elemento contribuísse para uma narrativa comum. Mas há 30 anos estamos tendo o privilégio de realizar vários espetáculos com a OSTP ,além de participar desde as primeiras montagens do Festival de Ópera do Theatro da Paz e integração com o Coro. O resultado é uma experiência integrada, na qual as diferentes manifestações artísticas dialogam entre si para amplificar a força da mensagem ambiental”, reflete Ana Unger.

Na parte visual, a concepção cênica integra os cenários virtuais de Roberta Carvalho aos figurinos criados pela estilista Jacque Carvalho. As vestimentas foram produzidas a partir de materiais reciclados e biodegradáveis, além de artesanato indígena, ganhando vida pelas mãos de uma equipe de artesãs ligadas a cooperativas locais que valorizam e enaltecem a força do trabalho feminino na Amazônia.

“As projeções virtuais e sensibilidade de Roberta Carvalho, ampliam as possibilidades narrativas do espetáculo, permitindo criar paisagens, atmosferas e transformações visuais que transportam o público para o universo amazônico. Mais do que um recurso estético, essa tecnologia fortalece a experiência sensorial e emocional da obra, aproximando os espectadores dos cenários naturais e dos impactos ambientais retratados. Dessa forma, a mensagem ganha maior alcance e envolvimento, tornando a reflexão mais imersiva e significativa”, finaliza Ana Unger.

Agende-se

Data: quarta (10) e quinta-feira (11)
Hora: 20h
Local: Theatro da Paz -  Praça da República | Rua da Paz, s/n, Centro Ingressos: https://www.ticketfacil.com.br

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