Presidência e diretoria do Rioprevidência são alvos da PF em investigação do Banco Master
A corporação realiza busca e apreensão nessa sexta-feira (23), em ação parte da Operação Barco de Papel, que investiga o Banco Master
A Polícia Federal (PF) deflagra, nessa sexta-feira (23), ações de busca e apreensão a presidente e diretores do Regime Próprio de Previdência Social do Rio de Janeiro (Rioprevidência). A atividade da corporação é parte da Operação Barco de Papel, que investiga as irregularidades do Banco Master. A PF considera que as movimentações financeiras da Rioprevidência em fundos da instituição de Daniel Vorcaro são incompatíveis.
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Segundo a Rioprevidência, houve aportes — ou seja, adição, contribuição ou investimento — de R$ 1 bilhão. Para a Polícia Federal, os atos são, supostamente, irregulares e também “expuseram o patrimônio da autarquia a risco elevado e incompatível com sua finalidade.” O Regime Próprio de Previdência Social do Rio de Janeiro é responsável por pagar benefícios a 235 mil servidores e dependentes, como aposentados e pensionistas.
“A investigação, iniciada em novembro, visa apurar um conjunto de 9 operações financeiras, realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024, que resultaram na aplicação de aproximadamente R$ 970 milhões de recursos pertencentes à autarquia em Letras Financeiras emitidas por banco privado”, disse a PF. No total, são cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, emitidos pela 6ª Vara Federal Criminal.
Um dos locais-alvo é a casa do presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, onde os agentes precisaram pular o portão para entrar. Além dele, são investigados o ex-diretor de investimentos, Eucherio Lerner Rodrigues, e o ex-diretor de investimentos interino, Pedro Pinheiro Guerra Leal. A sede do Regime Próprio de Previdência Social do Rio de Janeiro também foi visitada.
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