Mulher vai ao hospital fazer cirurgia para retirar vesícula e fica em estado vegetativo

De acordo com o advogado que representa a família, a paciente chegou à unidade hospitalar saudável, sem histórico de doenças preexistentes

Gabrielle Borges
fonte

Classificada por profissionais de saúde como um procedimento de baixo risco e alta segurança, uma cirurgia para retirada da vesícula associada à correção de hérnia mudou de forma abrupta e inesperada a vida da consultora de moda e servidora pública do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), Camila Nogueira, de 38 anos.

Após o procedimento, Camila tornou-se totalmente dependente de outras pessoas para executar tarefas simples do cotidiano, incluindo atividades básicas de autocuidado. De acordo com o advogado que representa a família de Camila, a paciente chegou à unidade hospitalar saudável, sem histórico de doenças preexistentes.

Apesar disso, durante a cirurgia, Camila sofreu uma parada cardiorrespiratória, que resultou em danos cerebrais irreversíveis. Atualmente, ela permanece acamada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital, recebendo cuidados médicos especializados.

VEJA MAIS

image Hérnia de disco: Veja o que é, os sintomas e como tratar; Pará registou mais de 100 cirurgias no ano
O problema ganhou notoriedade no Brasil nos últimos dias, quando a ex-atleta de vôlei Márcia Fu foi levada às pressas para o hospital por hérnia de disco


image Mulher descobre gravidez durante cirurgia de vesícula e busca doações para a bebê
A família pede ajuda para quem puder ajudar com roupas, itens de higiene e quantias em dinheiro


image Caso Sheila: família vai pedir indenização e pensão após morte da paciente em cirurgia de vesícula
Sheila Belúcio morreu no dia 15 de julho em decorrência de complicações após uma cirurgia no Hospital Rio Mar, em Belém


 

Possíveis problemas na anestesia

Segundo o advogado da família, o procedimento cirúrgico de Camila estava inicialmente agendado para o início da manhã, mas sofreu atrasos significativos. Em decorrência disso, a anestesista originalmente escalada foi substituída.

A defesa alega que os profissionais não teriam realizado a anamnese adequada e que o preenchimento da ficha pré-anestésica de Camila só ocorreu após o início da cirurgia, o que, segundo a família, pode ter contribuído para as complicações no decorrer do procedimento.

O relato apresentado pela defesa aponta que Camila permaneceu em sofrimento respiratório por cerca de 15 minutos durante o procedimento, gerando questionamentos sobre a agilidade da resposta da equipe diante da complicação.

Acusações

De acordo com o documento apresentado, as anestesistas teriam registrado "valores incorretos" na ficha anestésica, ao comparar os dados anotados com as informações fornecidas pelo monitor multiparamétrico durante o procedimento.

Até o momento, o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) não havia se manifestado oficialmente sobre o caso, deixando em aberto a apuração das responsabilidades e eventuais medidas disciplinares a serem tomadas.

(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo, sob supervisão de Felipe Saraiva, editor web de OLiberal.com).

Assine O Liberal e confira mais conteúdos e colunistas. 🗞
Entre no nosso grupo de notícias no WhatsApp e Telegram 📱
Brasil
.
Ícone cancelar

Desculpe pela interrupção. Detectamos que você possui um bloqueador de anúncios ativo!

Oferecemos notícia e informação de graça, mas produzir conteúdo de qualidade não é.

Os anúncios são uma forma de garantir a receita do portal e o pagamento dos profissionais envolvidos.

Por favor, desative ou remova o bloqueador de anúncios do seu navegador para continuar sua navegação sem interrupções. Obrigado!

ÚLTIMAS EM BRASIL

MAIS LIDAS EM BRASIL