Homem morre durante colonoscopia após ter intestino perfurado; entenda o caso
De acordo com os parentes, a perfuração aconteceu durante a realização do exame
Um homem de 34 anos, identificado como Thyago da Silva Severino, morreu após ter o intestino perfurado durante um procedimento de colonoscopia em uma clínica particular de Cerejeiras, em Rondônia.
O procedimento fazia parte do acompanhamento médico regular de Thyago, que possuía histórico de síndrome nefrótica (uma condição médica que afeta os rins, fazendo com que eles percam grandes quantidades de proteína na urina) e estava sob tratamento com medicamentos imunossupressores, condição que também resultou no desenvolvimento de sarcoma de Kaposi, segundo familiares. A condição é um tipo de câncer que se desenvolve nos vasos sanguíneos e linfáticos, manifestando-se geralmente como lesões na pele ou mucosas, e está fortemente associada à infecção pelo vírus do herpes humano 8 (HHV-8).
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De acordo com os parentes, a perfuração ocorreu durante a realização do exame. O médico responsável, que acompanhava Thyago há cerca de oito anos, interrompeu o procedimento e informou que o órgão estava “um pouco comprometido”, sinalizando a possibilidade de perfuração.
Após o incidente, ele foi levado inicialmente ao Hospital São Lucas, em Cerejeiras, e posteriormente transferido para o Hospital Regional de Vilhena, onde passou por avaliação médica e cirurgia.
Homem chegou a ser internado na UTI
Thyago foi submetido a intervenção cirúrgica e encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Apesar dos esforços da equipe médica, ele não resistiu e morreu. O irmão da vítima informou que a família registrou denúncia na Polícia Civil para que sejam apuradas as circunstâncias do caso e os procedimentos adotados pelo médico.
“Não buscamos vingança, queremos esclarecimento. Se for algo inevitável, vamos aceitar. Mas se houver negligência, imprudência ou imperícia, queremos que haja responsabilização”, declarou o familiar em redes sociais.
Segundo os parentes, apesar das condições de saúde pré-existentes, Thyago tinha acompanhamento médico regular e seu quadro não comprometia significativamente seu bem-estar antes do procedimento.
(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Vanessa Pinheiro, editora web de OLiberal.com)
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