Uma "simples" compra de cervejas virou caso de polícia com prisão de propaganda enganosa em um supermercado localizado em Boa Vista, capital de Roraima. Um dia após se recusar a entregar 140 caixas de cerveja adquiridas por um cliente ao custo de R$ 16 mil durante uma promoção, o estabelecimento liberou a mercadoria na terça-feira (27).
A liberação ocorreu um dia após o estabelecimento ter se recusado a entregar a mercadoria, sob a justificativa de um suposto “erro no sistema”, alegado pela gerente, mesmo com o pagamento realizado integralmente. A mulher, de identidade não revelada, foi presa por propaganda enganosa.
VEJA MAIS
Homem ia revender as cervejas no próprio comércio
Durante a promoção, a garrafa de cerveja de 330 ml era vendida ao preço unitário de R$ 4,92, valor inferior ao praticado normalmente, que gira em torno de R$ 6,99. A oferta constava no sistema do estabelecimento, nos cartazes afixados no local e no leitor de preços, além de já ter sido devidamente paga pelo consumidor.
Na noite de segunda-feira, por volta das 23h, a Polícia Militar foi acionada após a gerente do supermercado manter a recusa em entregar a mercadoria. Diante da situação, ela foi encaminhada à delegacia. O cliente informou que as cervejas adquiridas no estabelecimento, que atua tanto no atacado quanto no varejo, seriam revendidas em seu próprio comércio.
“Fui tratado como se o erro fosse meu. O que deveria ser uma compra comum acabou se transformando em uma situação extrema, a ponto de eu precisar acionar a polícia.”, relatou o cliente.
Liberação ocorreu após repercussão local
“Passei uma cerveja, o preço saiu conforme a promoção. Passei uma caixa, também deu certo. Continuei registrando de 20 em 20 caixas, tudo autorizado.”, contou o consumidor. Após a conclusão da compra, as cervejas começaram a ser separadas no depósito do supermercado.
No entanto, de acordo com o cliente, a gerente do estabelecimento determinou que os produtos fossem recolhidos e se recusou a entregá-los.
O consumidor apresentou fotos do cartaz promocional e comprovantes de pagamento como prova da compra. Mesmo diante das evidências, o supermercado manteve a recusa em entregar os produtos. Somente na manhã desta terça-feira (28), o estabelecimento entrou em contato com o cliente, informando que ele poderia retirar as cervejas adquiridas.
De acordo com o consumidor, a retirada das cervejas só foi possível depois que o caso ganhou repercussão pública.
(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo, sob supervisão de Felipe Saraiva, editor web de OLiberal.com).
