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'Cão Orelha': quem era o cachorro que morreu após ser agredido por quatro adolescentes

O animal era um cão comunitário querido pelos moradores de uma região de Florianópolis (SC)

Victoria Rodrigues
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O cão Orelha, como era conhecido em sua comunidade, morreu após ser agredido por quatro jovens na Praia Brava, que fica localizada em Florianópolis, em Santa Catarina. O animal comunitário foi encontrado nesta quinta-feira (15) por alguns moradores enquanto agonizava sozinho, mas devido à gravidade dos ferimentos, ele foi submetido à eutanásia em uma clínica veterinária.

Após a morte do cão Orelha, o caso repercutiu pelas redes sociais em razão da crueldade cometida pelos jovens e até a cantora Ana Castela chegou a publicar que os criminosos “vão pagar pelo que fizeram”. Mas o que muitos que conhecem a história talvez ainda não saibam é que o animal era muito querido pelos moradores e deixou um legado pelo seu jeito dócil e amável.

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A história e o legado do Cão Orelha

A região da Praia Brava onde vivia o cão Orelha, de 10 anos, conta com três casinhas destinadas aos animais comunitários e, por isso, o pet convivia diariamente com moradores e com outros cães do bairro. Aos poucos, ele foi conquistando o coração das pessoas que transitavam pelo local, como da própria médica veterinária Fernanda Oliveira que sempre atendia o cão comunitário.

“Cada vez que alguém falava com ele em tom mais fino ou fazia menção de fazer carinho, ele abaixava as orelhas, abanava o rabo e ia se deitando até ganhar carinho na barriga. Ele era muito amado. Até os turistas já o conheciam. Um cachorrinho de 10 anos… que mal faria a alguém?”, questionou a profissional Fernanda Oliveira em entrevista ao portal G1.

A Associação de Moradores da Praia Brava divulgou neste sábado (17) uma nota oficial sobre o falecimento do cão Orelha. “Orelha fazia parte do cotidiano do bairro há muitos anos e era cuidado de forma espontânea por pessoas da comunidade, tornando-se um símbolo simples, porém afetivo, da convivência e da relação de cuidado que muitos mantêm com o espaço e com os animais que ali vivem”, escreveu.

Na manhã desta segunda-feira (26), a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos quatro suspeitos de terem realizado as agressões contra o cão comunitário. De acordo com o delegado-geral do caso, dois deles estão em Florianópolis e já estão sendo alvos da operação, mas os demais estão nos Estados Unidos realizando uma viagem que estava “pré-programada".

(Victoria Rodrigues, estagiária de Jornalismo, sob supervisão de Heloá Canali, editora executiva em Oliberal.com)

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