Vereadora denuncia falta de informações sobre homem agredido com arma de choque em Belém
Raquel dos Animais critica presidente da Funpapa e cobra acesso a paciente internado
A vereadora Raquel dos Animais usou a tribuna da Câmara Municipal de Belém, nesta quarta-feira (22), para denunciar que está há uma semana sem notícias sobre o homem em situação de rua agredido com uma arma de choque por um aluno do Centro Universitário do Estado do Pará (Cesupa), nas proximidades da unidade do Umarizal.
Durante o pronunciamento, a parlamentar afirmou que o homem foi acolhido após o episódio e encaminhado inicialmente ao projeto Acolher, sendo posteriormente transferido para uma clínica psiquiátrica no Hospital de Clínicas Gaspar Vianna.
Segundo a vereadora, ela mantinha um vínculo com o homem há cerca de 15 anos, prestando assistência por conta própria, e por isso solicitou o direito de visitá-lo e obter informações sobre seu estado de saúde. No entanto, afirmou ter tido o pedido negado pela presidente da Fundação Papa João XXIII (Funpapa), Edna Gomes Silva.
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“Disse para mim que quem mandava na Funpapa era ela e que ela não passaria nenhuma informação. Tem uma semana que ele está internado e eu não tenho notícia dele”, revelou a vereadora.
Raquel também criticou a postura da gestora ao relatar um episódio ocorrido durante a conversa. “Ao falar que eu cuidei dele, ela teve audácia de me perguntar porque que eu não botava ele dentro da minha casa”, denunciou.
Raquel dos Animais ainda questionou a atuação da fundação e fez críticas à condução do atendimento social no município. “Se ela como diretora da Funpapa não prestou atendimento para ele antes dele ser agredido, como é que ela tem audácia de me perguntar porque eu não colocava dentro da minha casa uma pessoa com problemas psiquiátricos?”, questionou.
A parlamentar também citou a falta de assistência a pessoas em situação de rua na cidade. “Basta os senhores irem lá na frente da sede da prefeitura que vocês vão se deparar com a quantidade de moradores em situação de rua e eu continuo sem notícias do rapaz”, frisou.
Por fim, a vereadora reiterou que acredita ter direito a informações sobre o paciente. “Porque a lei antimonicomial diz que eu tenho direito porque existe sim um vínculo socioafetivo. Eu cuidei dele durante 15 anos, não da maneira como ela queria, mas do jeito que eu pude cuidar”, finalizou.
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