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Pará tem 30 mil animais de ruas; saiba como fazer uma adoção responsável

Dia Mundial dos animais de rua chama atenção para os direitos e adoção responsável

Emanuele Corrêa / O Liberal

Os animais não possuem autogestão, por isso, precisam de tutores para cuidá-los. Para os pets que possuem um lar, é uma realidade óbvia, no entanto, para os animais de rua a sobrevivência depende da solidariedade de quem os resgata ou os cuida na rua mesmo. De acordo com a Divisão Especializada em Meio Ambiente e Proteção Animal (Demapa) da Polícia Civil, no Pará, existam 30 mil cachorros e gatos de rua.

E, segundo a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), só em 2021 foram registrados 19 casos de maus-tratos a animais com resultado em morte, uma queda de 60% em relação a 2020, quando foram computados 79 casos. A adoção responsável e a castração são ferramentas viáveis para a queda das estatísticas.

Desde 4 de abril de 2010, em uma conferência na Holanda sobre direitos dos animais de rua, a data chama atenção para a adoção responsável e cuidados com a saúde desses animais, que também refletem na saúde humana. Bem como, o combate aos maus-tratos, que vão desde a violência física até ao fato de deixar de alimentá-los, vaciná-los, etc. Em Belém, há inúmeros abrigos que realizam o trabalho de resgate e cuidado desses animais, onde são castrados, vermifugados, vacinados e ficam mantidos temporariamente, até que se encontre um lar definitivo.

Cães e gatos para adoção no abrigo dona Dilma

O abrigo dona Dilma, em Outeiro, há 30 anos atua na causa animal. 140 cães e gatos estão castrados, vermifugados e vacinados, à espera de adoção responsável. Jorgeana Furtado, advogada, é voluntária no espaço e criou as redes sociais para dar suporte nas adoções. "O abrigo nada mais é que a casa de uma senhora de 60 anos chamada Dilma Lúcia, que há mais de 30 anos dedicou a sua vida a cuidar dos animais. Eu era uma doadora e com o tempo vendo que sozinha não conseguiria ajudar a dona Dilma resolvi criar as redes sociais e contar a história do abrigo para o mundo. A quantidade dos animais abandonados para mim é alarmante, pois sei a situação de vulnerabilidade que eles estão exposto", disse.

Somente nos três primeiros meses de 2022 foram abandonados na porta do abrigo 20 novos animais. Jorgeana ressalta a importância de políticas públicas, mas também, a adoção responsável e a necessidade de castração, para que esses animais não se reproduzam aumentando o número de novos animais na mesma situação. "Todos os animais deixados na porta do abrigo passam por consulta, vermifugação, castração e são disponibilizadas para adoção responsável. O trabalho é árduo e custoso, pois pouco recebemos ajuda do governo para fazer esse serviço, o que onera muito o nosso trabalho é só conseguimos fazer recebendo ajuda", afirmou.

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Em defesa da causa animal

O deputado estadual, Igor Normando, afirma que o dado referentes aos animais de rua é alarmante, por isso, o seu mandato é dedicado a fiscalizar e cobrar do poder executivo, melhorias e políticas públicas que deem suporte a causa animal, principalmente, aos animais abandonados pelas ruas, que já somam 30 mil no Pará.

O deputado destaca que na capital, é crime abandonar animais, passível de multa e lei aprovada por ele, enquanto estava como vereador. Apesar dos avanços, Igor diz que ainda falta fiscalização e a ponta para a castração como alternativa de reduzir o abandono e maus-tratos.

"Para quem compõe a rede de proteção animal no Pará/Brasil, todos sabemos que a castração é a melhor solução para coibir o abandono. Porque diminui a superpopulação animal. Claro que é de extrema importância aliar essa política pública junto da conscientização, do incentivo à adoção, do não abandono. Atualmente os abrigos de proteção animal fazem um trabalho essencial em todo o Estado, sem eles, a causa animal por aqui nunca teria avançado tanto", finalizou.

Serviço - adoção e castração de cães e gatos

A adoção responsável inclui pensar na expectativa de vida desses animais, que para cães é em média 15 anos ou mais e para gatos 16 anos, podendo chegar até aos 20. Pensar na longevidade dos animais, envolve investimento de tempo, emocional e financeiro. É indispensável o comprometimento com a castração, cuidados de saúde, alimentação e lazer. Após verificar todas esses fatores, é possível se candidatar a ser um tutor ou tutora de pets, em um dos abrigos disponóveis.

Abrigo Dona Dilma:

Para ajudar o abrigo ou realizar uma adoção, é possível fazer contato pelo Instagram @abrigodonadilma.

ParáPet (Castramóvel):

A Fundação ParáPaz disponibiliza às famílias em vulnerabilidade social o castramóvel, com 3 mil cirurgias de castração todos os meses em todo o Pará. Para solicitar, é só acessar as redes sociais da Fundação.

Centro de Controle de Zoonoses (CCZ):

O CCZ da prefeitura de Belém tem um abrigo com animais esperando por adoções e realiza feiras de adoções, em praças e shoppings da capital.

Local: CCZ, avenida Augusto Montenegro, km 11.

Funcionamento: segunda a sexta-feira

Horário: 10h às 13h.

Como se tornar um tutor e fazer adoção responsável: para realizar a adoção responsável, é preciso apresentar documentos de identificação e comprovante de residência. O CCZ também conta com um perfil na rede social Instagram @peludinhos_ccz. O interessado pela adoção passa, por entrevista para saber se está apto para cuidar do cão ou gato pretendido.

Denúncia de maus-tratos:

Em caso de maus-tratos e abandono de animais, a Demapa orienta que todas as denúncias sejam feitas pelo número 181, que funciona 24 horas por dia. Ou pelo telefone da Demapa (91) 3238-1225, em horário comercial. Pode ser feita pessoalmente na delegacia, ou na delegacia virtual (https://www.delegaciavirtual.pa.gov.br/)

Belém
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