Padre Cláudio Pighin destaca Jesus como bom pastor, que guia fiéis a uma vida de fé
Reflexão deste quarto domingo da Páscoa reforça importância de reconhecer a voz de Cristo e viver seus ensinamentos no cotidiano
Na homilia deste domingo (26), o quarto domingo da Páscoa, padre Cláudio Pighin destaca que Jesus é o "bom pastor" que conhece, chama e guia suas ovelhas com amor e verdade. Segui-lo significa reconhecer sua voz, confiar em sua palavra e viver de acordo com seus ensinamentos, rejeitando lideranças que exploram ou desviam do bem comum, explicou.
O religioso diz que o evangelista João apresenta Jesus como o bom pastor. “A parábola se encaixa em uma cena bem familiar da vida da Palestina daquele tempo. Era comum que os pastores chegando à noite conduzissem as próprias ovelhas e um redil. O redil, geralmente, servia para colher vários rebanhos”, explica. De manhã, quando iam conduzir as próprias ovelhas para as pastagens, os pastores eram reconhecidos por elas através das suas vozes.
“Isto mostra como acontece o seguimento de Jesus. Neste sentido, consiste uma chamada por parte de Jesus e do outro lado, por parte das ovelhas, a rejeição de qualquer outro pastor. Jesus Cristo é o único e verdadeiro pastor. Seguir a Jesus significa se identificar com ele, não somente na maneira de pensar, de falar, mas também de viver”, afirma.
Por isso, São João, quando fala em conhecer, refere-se exatamente a isto. “E quem são aqueles que não entenderam a palavra do bom pastor? Aqui inicia a grande de acusação contra os fariseus daquele tempo, fechados nas próprias incredulidades. A maneira mais certa para entrar em contato com as próprias ovelhas é aquela de entrar pela porta do redil, onde elas se acham”, diz.
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O padre Cláudio Pighin acrescenta: “Justamente diz Jesus: ‘Quem entra de maneira diferente, certamente não ama as ovelhas, mas quer explorá-las. Nesta acepção, é considerado o pecado dos chefes do povo daquele tempo em apropriar-se daquilo que pertence a todos. É dito entre nós agora: Talvez hoje não seja diferente”. Por isso, disse, Jesus os define como ladrões e assaltantes. “Ao contrário, Jesus tem voz para libertar. Não tem outro interesse, senão o bem do rebanho. Assim, as ovelhas reconhecem a voz e obedecem a doação total do bom pastor para as próprias ovelhas, as tira do anonimato”, comena.
Por isso, os seguidores de Jesus acreditam cegamente nele, diferentemente daqueles que seguem outros pastores aproveitadores. “Jesus também se apresenta como a nova porta, não somente do velho redil de Israel, representado pelos seus chefes, mas também daqueles outros que querem segui-lo, passar por Jesus, quer dizer, apostar no bem de toda a pessoa e fazer de tudo para ajudá-la. Precisamos nos deixar envolver pela sua mensagem, pelo seu testemunho”.
“E eu diria quase uma responsável obrigação de lermos e estudarmos constantemente a palavra de Deus. Seguindo esse bom pastor, ouvindo a sua voz, com certeza todas as outras vozes se tornarão pobres e insignificantes perdidas no vazio”, afirma o padre Cláudio Pighin, para concluir: "Jesus é o nosso bom pastor, porque nos conhece e quer nos amar. Mas você o conhece? Percebe a sua preocupação em te ajudar? Deixa-se conduzir por ele ou desconfia da sua palavra e testemunho? Preocupa-se em participar dos estudos da palavra de Deus para priorizá-la no seu cotidiano?”
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