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Padre Claudio Pighin reflete sobre o mistério da Ressurreição e a experiência espiritual da Páscoa

O sacerdote reflete sobre o Evangelho de João e explica como a Ressurreição transforma a incredulidade em testemunho de fé

O Liberal
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O Domingo de Páscoa na Ressurreição do Senhor, celebrado no dia 5 de abril, apresenta a narrativa da ressurreição de Jesus, em que Maria Madalena encontra o túmulo vazio na manhã de domingo e avisa Pedro e o discípulo amado. De acordo com o Evangelho de João (20, 1-9), ocorre a transição da tristeza para a fé na ressurreição de Jesus Cristo.

“Depois do grande silêncio do sábado, que turbou e continua turbando ainda hoje a vida das pessoas, veio a ressurreição do Cristo, que ilumina a nossa história. A ressurreição de Jesus Cristo é o centro da fé. Porém, este evento tão importante teve dificuldade para ser entendido. De fato, os discípulos estavam desanimados, tristes e dominados pela experiência do sepulcro. Nós, seres humanos, somos demais atraídos e determinados pela dimensão terrestre. Somos capazes de fazer celebrações, fazer sepulcros, mas nada além disso. Por isso vivemos incrédulos. Além do mais, diz o evangelho que dois discípulos correm para o sepulcro para averiguar a notícia que as mulheres lhe haviam dado”, explica o Padre Claudio Pighin, diretor da Escola de Comunicação Papa Francisco e celebrante da Santa Missa na sede do Grupo Liberal.

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O sacerdote acrescenta, em conformidade com o Evangelho, que os apóstolos Pedro e João (o "discípulo amado") correram ao túmulo de Jesus na manhã de domingo, mas encontraram apenas os lençóis de linho e o sudário dobrados, confirmando a ressurreição.

“Isto significa que na nossa caminhada de fé tem uns que têm a capacidade de andar mais depressa que outros, porém o que importa é respeitar os tempos de cada um. O evangelista acrescentou que o discípulo amado viu e acreditou. A razão de o discípulo amado acreditar foi porque teve consciência de quanto Jesus o amou. Portanto, para compreender a ressurreição é preciso passar pelo amor de Deus como verdadeiro dom. É essa experiéncia do amor que nos abre os olhos e a mente pela verdadeira vida. A ressurreição de Jesus é um acontecimento que contém também um julgamento. Os homens condenaram Jesus com a cruz, no entanto Deus o aprovou através da sua ressurreição”, destaca.

A Ressurreição não é um evento isolado na vida de Jesus, mas a "Boa Nova" que transborda para todas as nações. Após o itinerário quaresmal de conversão, escuta e caridade, contempla-se agora a vitória do Amor que renova todas as coisas, transmutando a dor em esperança. Como testemunhas desse mistério, os fiéis são enviados a anunciá-lo com alegria, oferecendo ao mundo sinais concretos de fraternidade.

“As nossas maneiras de avaliar não são as mesmas de Deus. Este grande evento, que está acima de tudo, de todos, nos leva a ter perspectivas de vida bem superiores daquilo que somos acostumados a ter. De fato, se mesmo os discípulos não tiveram capacidade de compreender as Sagradas Escrituras que falavam da ressurreição de Jesus entre os mortos, imaginem nós perante uma verdade tão extraordinária como a Páscoa. Nem sempre a fé é fácil e nem sempre vive de resultados. Às vezes é pesada, é ofuscada, mas a ressurreição de Cristo nos guia e nos conforta, sustentando a nossa caminhada como filhos e filhas de Deus. Assim sendo, para enxergar, perceber a ressurreição do nosso Mestre Jesus, não são o suficiente os olhos do nosso corpo, mas precisa ter uma boa experiência interior, isto é, espiritual”, finaliza o Padre Claudio Pighin.

Todos os domingos, às 11h, é celebrada a Santa Missa na sede do Grupo Liberal, localizada na Avenida Romulo Maiorana, 2473 (esquina com a Travessa Perebebuí), no bairro do Marco, próximo ao Bosque Rodrigues Alves.

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