Padre Claudio Pighin destaca a importância do testemunho cristão na sociedade
O Evangelho de Mateus usado para transformar o mundo através do exemplo e da fé
Neste dia 5 de fevereiro de 2026, a liturgia do 5º Domingo do Tempo Comum nos apresenta um chamado transformador: sermos "sal da terra" e "luz do mundo". Através do testemunho e das boas obras, somos convidados a manifestar o amor de Deus, combatendo as injustiças e dissipando as trevas. A mensagem central da Palavra de hoje foca na missão de cada discípulo em dar sabor à existência e iluminar o caminho com sentido e esperança.
O Evangelho de Mateus 5,13-16 faz parte do famoso Sermão da Montanha e apresenta duas metáforas fundamentais sobre a identidade e a missão do cristão no mundo.
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“No Evangelho de hoje, recebemos uma importante instrução sobre a missão da comunidade. Qual é o comportamento que ela deve ter para ser missionária? A resposta é que ela deve ser o sal da terra e a luz do mundo. O sal é um elemento indispensável na vida do ser humano; ele não somente dá sabor aos alimentos, mas também ajuda no equilíbrio dos minerais de que o nosso corpo precisa e que auxiliam na saúde. Jesus se serve desse exemplo para indicar a sabedoria que caracteriza a verdadeira vida cristã. O sal e a luz não existem por si, mas para dar sabor e iluminar o caminho”, explica o Padre Claudio Pighin, diretor da Escola de Comunicação Papa Francisco e celebrante da Santa Missa na sede do Grupo Liberal.
Mateus apresenta a essência da missão cristã através das metáforas do sal da terra e da luz do mundo, quando Jesus utiliza esses elementos do cotidiano para ensinar que o discípulo não deve viver isolado, mas sim atuar como um agente transformador na sociedade.
“As palavras de Jesus demonstram qual é a razão e a missão de ser de cada comunidade cristã: ser sal! Esta sabedoria é, sobretudo, um dom do Espírito Santo, que precisa protegê-la de tudo o que possa prejudicá-la. É esta sabedoria que dá, espiritualmente, sabor a tudo o que fazemos em nome de Jesus. Quem não consegue entrar nessa lógica é como o sal que não serve mais para nada e é pisado pelos homens. Também a luz do mundo representa a comunidade, que deve iluminar através das suas obras, das suas boas obras”, pontua o sacerdote.
Como foi dito, como sal, o cristão é chamado a dar sabor à vida e preservar os valores do Evangelho, combatendo a corrupção moral e o desânimo. Jesus alerta que o sal não pode perder sua força; caso contrário, torna-se inútil. Como luz, o fiel tem o dever de ser visível e iluminar os ambientes onde há trevas de injustiça ou sofrimento. Assim como uma cidade no alto do monte ou uma lâmpada em um candeeiro, a fé deve ser pública e evidente.
O objetivo central dessa visibilidade não é a exaltação pessoal, mas sim a glória de Deus. Através do testemunho e das boas obras, o cristão reflete a bondade divina, levando as outras pessoas a reconhecerem e louvarem o Pai que está nos céus.
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