Famílias paraenses enfrentam o desafio de ajustar sono e rotina com o fim das férias escolares
Com o fim das férias em boa parte da rede particular, pais e alunos buscam estratégias para ajustar o cronograma e os desafios da adaptação da rotina
Neste dia 19 de janeiro, em muitas escolas particulares, se inicia o ano letivo de 2026; já nas instituições da rede estadual de ensino e municipal de Belém, o início das aulas está previsto para o dia 2 de fevereiro de 2026. O importante é que cada escola cumpra a legislação educacional, que estabelece que precisam ser cumpridos, no mínimo, 200 dias letivos e 800 horas anuais de aula, distribuídas ao longo do ano.
De acordo com o Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Estado do Pará (Sinepe/PA), não há uma data específica para que as escolas associadas retomem suas atividades: “cada estabelecimento de ensino tem autonomia de fazer seu próprio calendário de retorno, que pode ser em um único dia ou intercalado para cada nível, do fundamental ao superior, desde que cumpra a carga horária anual.”
Para os responsáveis pelos estudantes, existe uma adaptação entre as férias e o retorno às aulas; para muitas pessoas, esse é o desafio. É preciso ajustar os horários de sono e alimentação, criar um novo cronograma com tempo para estudo e lazer, planejar a mochila e o material escolar, dentre outros.
Natália Menezes, auxiliar de serviços gerais, divide os cuidados de Miguel Antônio Gonçalves, 9 anos, com a mãe dele. Ao longo do período de férias escolares, ele passa um tempo com ela para diversificar as atividades. O pequeno revela que está animado para voltar a estudar.
“Nas férias ele fica praticamente 15 dias; a gente vai passear, explorar um pouco também, assistir a desenhos... a gente explora bastante os filmes, brincadeiras, aí ele e os primos ficam bem à vontade. Ele é bem tranquilo, gosta de estudar. Tem só a questão mesmo do horário de acordar, que a gente trabalha isso também, não deixa extrapolar muito, mas no final de semana pode. Mas como o Miguel gosta de estudar, ele fica mais ansioso para esse retorno”, explica a madrinha.
Ela pontua ainda que a última semana é a mais difícil para a adaptação, por conta desses horários e desse retorno aos cronogramas de estudo: “Fica um pouco mais complicado devido a esse período mais preguiçoso em casa; tem um pouco mais de dificuldade para acordar, mas ele é rápido de adaptação.”
Já Luigi Mikael, de 11 anos, ainda terá alguns dias de férias. Com o ano letivo iniciando apenas em fevereiro na instituição em que ele estuda, os pais Eliezer Jr. e Débora Priscila vivem também um momento novo. O menino mudou o período de estudo, saindo da tarde para estudar de manhã; com isso, a família inteira segue em uma nova adaptação.
“A gente está tentando adaptá-lo; como ele acorda um pouco mais tarde e tem dificuldade de acordar cedo, agora que vai estudar [de manhã], vai precisar ocorrer essa mudança. Estamos tentando tirar o foco dele do celular um pouquinho. Como ainda tem um período a mais de férias, ainda temos um tempo para fazer essa adaptação com ele. Mas ele não está ansioso com essa volta às aulas, principalmente com essa mudança de horário; mas, com jeitinho, ele vai conseguir estudar e acordar cedo”, explica o pai.
Como citado, para os pais que ainda estão em busca de escolas para os seus filhos, ainda é possível estar dentro desse calendário letivo. Essa busca minuciosa é uma das preocupações do contador João Ricardo Lima, pai do João David Lima, de 2 anos, que terá a sua primeira experiência em 2026.
“A gente ainda está em busca de creche, já visitamos algumas e a gente busca inserir [a criança em] algum local que realmente tenha alguns pontos que achamos importantes, como por exemplo: a gente se interessou por algumas que são 'zero telas', que buscam inserir atividades fora da sala. A gente acha extremamente interessante”, pontua o pai.
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