Padre Cláudio Pighin reflete sobre evangelização de Cristo que se dirige a todos os povos
Na homilia deste 3º Domingo do Tempo Comum, o padre Cláudio Pighin destaca que o Evangelho de São Mateus apresenta o início da missão pública de Jesus como uma ação de alcance universal
Na homilia deste 3º Domingo do Tempo Comum, o padre Cláudio Pighin destaca que o Evangelho de São Mateus (capítulo 4, versículos 12-12) apresenta o início da missão pública de Jesus como uma ação de alcance universal. Ele afirma que essa abertura ampla aparece desde a referência ao profeta Isaías, que antecipa uma luz destinada a todos os povos. Também ressalta que essa obra evangelizadora é caracterizada por uma mudança real na vida das comunidades, transformando hábitos, mentalidades e relações.
“O texto evangélico inicia com uma citação do profeta Isaías que quer mostrar que a obra evangelizadora de Jesus tem uma ação universal. Essa evangelização é caracterizada numa mudança real da vida dos povos. Portanto, não é uma obra para poucos ou de poucos, mas é destinada a qualquer pessoa. E nisto se caracteriza o reino dos céus. Em Jesus, a nova realidade vem ao encontro do ser humano e pede uma total mudança de vida”, relata o sacerdote.
O padre afirma que não se pode ficar indiferente perante essa ação de evangelização, e que, embora todos possam experimentá-la, é necessário que se tenha uma abertura ampla e total disponibilidade para aceitar essa grande e boa novidade. “Assim temos que ter a coragem de nos despojarmos de um passado que está sempre presente em nossas vidas e tomarmos conta de nossas escolhas para deixar germinar, crescer em nossa história o mundo novo de Deus proposto por Jesus”, detalha.
Escolha dos discípulos
Na reflexão, Pighin relata que a escolha dos quatro primeiros discípulos demonstra o alcance universal da mensagem de Cristo, que chama as pessoas em seus ambientes cotidianos, inclusive no trabalho, como ocorreu com os pescadores às margens do lago. “Deus alcança as pessoas nos seus próprios ambientes do dia a dia, nos seus lugares de trabalho. É interessante a imagem da pesca que, na tradição bíblica, servia para indicar o juízo final de Deus. Mas por que Jesus escolheu os homens com a profissão de pescadores?”, diz
“Com certeza quis mostrar que os seguidores de Jesus deviam recolher os seres humanos para prepará-los para o juízo de Deus. Além disto, é interessante analisar as atitudes dos pescadores. Pode-se notar neles aquela capacidade de ter paciência, de saber discernir a ação dos peixes, das águas, do tempo da melhor pescaria. Pode-se notar também a solidariedade entre eles, porque as águas desafiam constantemente a vida humana”, completa o sacerdote.
Companheirismo
O padre acrescenta que, além de todos esses aspectos, considera relevante observar nos pescadores a capacidade de confiar nos companheiros de trabalho, mantendo sempre a consciência de que nada possuem e nada podem por si mesmos. E que essas características os tornam também pescadores de homens e que nenhuma pastoral pode prescindir dessas atitudes. Explicou ainda que, ao confiarem uns nos outros, os discípulos são capazes de anunciar a boa nova com mais autenticidade e união.
“Esta ação tem que ser imediata e pronta a seguir a nova realidade de Deus. Uma evangelização encarnada no cotidiano quer dar respostas de vida para todas as pessoas, sobretudo a quem mais necessita. Uma evangelização cristã se torna luz para os povos, esperança para todo mundo. Concluindo, pergunto: se deixa evangelizar, atrair pela boa nova de Jesus Cristo, até quanto se compromete por sua vez em testemunhar aos outros, a quem está perto da sua vida, a boa nova de Jesus, o Senhor?”, questiona Pighin.
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