No '4º Domingo do Tempo Comum', Padre Cláudio Pighin reflete sobre a verdadeira felicidade
Em Mateus 5,1-12a é apresentado o início do Sermão da Montanha, onde Jesus proclama as Bem-aventuranças, prometendo a recompensa do Reino dos Céus e o consolo divino aos que sofrem, aos humildes e aos que buscam a justiça
O Evangelho de domingo (1º) narra o início do Sermão da Montanha com as Bem-aventuranças, em Mateus 5,1-12a. A celebração marca o 4º Domingo do Tempo Comum, que nos faz refletir sobre o ensinamento de Jesus que afirma que os felizes são os pobres em espírito, mansos, aflitos, misericordiosos, puros de coração e promotores da paz; com isso, lhes é prometido o Reino dos Céus e o consolo divino aos que sofrem e vivem a justiça.
“Nós somos colocados perante uma grande questão: qual é a felicidade que nós queremos? De um lado, o mundo que nos oferece a sua felicidade; do outro lado, Deus, que nos oferece a sua felicidade. Qual é a felicidade que nós queremos seguir? Onde colocamos a nossa vida perante a verdadeira felicidade: no mundo ou com Deus?”, questiona o padre Cláudio Pighin, celebrante da missa que é realizada na sede do Grupo Liberal.
O texto convida o cristão a viver a misericórdia e a pureza de coração, através da paz e justiça, mesmo em meio a perseguições. Mateus 5,1-12a apresenta uma mensagem de esperança, com a promessa de que a recompensa dos fiéis é grande no céu.
“Perante os ensinamentos de Jesus, que nos apresenta a decisão e a tentativa de seguir a verdadeira felicidade e as bem-aventuranças, esses são os sinais da presença de Deus entre nós. A proximidade de Deus na nossa vida nos torna felizes”, explica o padre Cláudio Pighin.
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O convite do Evangelho é apresentar a alegria para os fiéis, pois, apesar das dificuldades da vida, o Reino de Deus já pertence àqueles que buscam viver conforme os ensinamentos de Jesus.
“Jesus fala para o povo simples, pobre, oprimido, indefeso e marginalizado, e proclama para eles a boa notícia da vida do Reino de Deus. Por isso os parabeniza, porque os proclama felizes, certamente não para exaltar a pobreza e a miséria do ser humano, mas porque Deus age para tirá-los dessas condições desumanas. É essa perspectiva de salvação que proporciona a grande felicidade”, diz o sacerdote.
Alguém feliz não indica uma pessoa que tem a barriga cheia ou está bem na vida, mas é alguém que está em condição de graça, que progride na graça de Deus e no caminho de Deus. Quando os cristãos progridem nestes aspectos, são felizes e serão bem-aventurados.
“Esta é a mensagem de esperança para uma libertação mais próxima. Enfatiza-se, nesta série de felicidades ao ser humano, aquela de sofrer por causa de Jesus; isto é, se alguém sofre como cristão, não tem que se envergonhar ou se arrepender, mas, pelo contrário, louvar a Deus. Todas essas promessas se tornam consolação para aqueles que seguem a Jesus. Esta ótica do discurso da montanha nos ajuda a compreender a santidade das pessoas”, finaliza o padre Cláudio Pighin.
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