Os trabalhos de escoramento do prédio histórico que sofreu um desabamento parcial no Centro Histórico de Belém começaram nesta terça-feira (7). A intervenção tem o objetivo estabilizar a estrutura remanescente da fachada e reduzir os riscos de novos desabamentos. A estrutura desmoronou na manhã de segunda-feira (6), na rua 13 de Maio, no bairro da Campina.
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Segundo as informações divulgadas pela Prefeitura de Belém, o serviço está sendo executado por uma empresa contratada pelo proprietário do imóvel. Durante a realização da obra, a área permanecerá interditada por tempo indeterminado para garantir a segurança de pedestres, comerciantes e trabalhadores que circulam pela região.
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A Prefeitura informou que a Secretaria Municipal de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade (Segbel) segue prestando apoio às ações coordenadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e pelo Corpo de Bombeiros Militar. As equipes atuam no isolamento do perímetro e na organização do trânsito nas vias afetadas.
Desabamento
Parte da fachada de um casarão localizado na rua 13 de Maio, entre as travessas Padre Eutíquio e 7 de Setembro, no bairro da Campina, desabou na manhã de segunda-feira (6). Apesar dos danos materiais, não houve registro de feridos.
Logo após a ocorrência, equipes do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar e da Defesa Civil estiveram no local para atender a ocorrência, isolar a área e iniciar as primeiras avaliações sobre as condições estruturais do imóvel.
Como medida preventiva, o acesso ao entorno do prédio foi bloqueado e estabelecimentos comerciais situados no perímetro interditado permaneceram fechados. A liberação da área depende da conclusão das avaliações técnicas e da adoção das medidas necessárias para garantir a estabilidade da edificação e a segurança da população.
Uma análise preliminar realizada por um arquiteto da Secretaria Municipal de Cultura apontou que a combinação entre a falta de manutenção preventiva e a sobrecarga de mercadorias armazenadas nos pavimentos superiores pode ter contribuído para o desabamento. As causas, no entanto, ainda serão confirmadas por laudos técnicos elaborados pelos órgãos competentes.
Órgãos se manifestam
Durante a manhã dessa terça-feira (7), o Iphan também se manifestou em nota enviada à Redação Integrada de O Liberal. O órgão ressaltou que “o imóvel não é tombado individualmente em nível federal, mas está integrado ao Conjunto Arquitetônico e Paisagístico dos Bairros da Cidade Velha e Campina, protegido por ser patrimônio cultural brasileiro”. Segundo informações repassadas, houve pintura no local em 2022, sob autorização, além de vistoria realizada em março de 2026 — sem identificação de sinais de rachaduras ou colapso na fachada.
“Conforme o Decreto-Lei nº 25/1937, a responsabilidade pela conservação e manutenção dos bens tombados é dos respectivos proprietários. Diante do ocorrido, foi instaurado procedimento de fiscalização nos termos da Portaria nº 187/2010, com a devida instrução para aplicação de auto de infração”, afirmou o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
O Corpo de Bombeiros Militar reforçou, em nota enviada à reportagem, que “segue atuando no local com apoio aos trabalhos de escoramento estrutural e mantêm o isolamento da área para garantir a segurança da população”. Além disso, destacou que “novas avaliações técnicas serão realizadas após a conclusão do escoramento para definir as próximas medidas.”
