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Dia do Voluntariado: projetos em Belém são bons exemplos de solidariedade; vídeo

Mulheres Por Elas, Comitê Arte pela Vida e Adote Um Sorriso são três dos vários projetos sociais que existem na capital paraense e estão ajudando torná-la um lugar melhor

Amanda Martins

Neste domingo (28), comemora-se o Dia Nacional do Voluntariado, que celebra a ação de todas as pessoas que estão dispostas a ajudar outras sem receber qualquer remuneração em troca. Essa “corrente do bem” tem crescido cada vez mais com o passar dos anos. De acordo pesquisa “Voluntariado no Brasil 2021”, realizada pelo Instituto para o Desenvolvimento de Investimento Social (IDIS) e DataFolha, até o ano passado, existam 57 milhões de brasileiros engajados em prol do bem estar do próximo, inclusive, com destaque para o Pará, uma das regiões que mais pratica a solidariedade - pertencendo ao 2º grupo, com 58%, de atividade voluntária ativa. 

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Na Região Metropolitana de Belém, há muitos projetos sociais e ONGs que estão se destacando por buscar fazer a diferença na sociedade, como o coletivo Mulheres Por Elas (MPE), que busca há três anos tornar acessível produtos de higiene básica e combater a pobreza menstrual para mulheres e pessoas que menstruam

Originalmente, o projeto social é de Curitiba, e também pode ser encontrado em mais de sete regiões do país. O da capital paraense é um dos mais ativos e conta com 24 voluntárias. Elas arrecadam absorventes, shampoo, sabonete, escova de dente, serra de unha, álcool em gel, assim como camisinhas, lenços umedecidos e fraldas - voltado para as mães- que são transformados em kits. As distribuições ocorrem durante as ações do projeto centralizados nas regiões periféricas da cidade, praças e comunidades carentes. A próxima acontecerá dia 9 de setembro.

A voluntária Lorena Coelho (Filipe Bispo / O Liberal)

A luta parece ser diária, mas a voluntária disse que não desiste de tentar fazer a sociedade se tornar mais justa e conscientizar a população para o senso de coletividade. 

“Não dá para ser feliz sabendo que algumas pessoas estão em uma situação horrível. Então, uma das coisas mais importantes que nós podemos ter é trabalhar voluntariamente. A gente se doar pelo outro e perceber que está todo mundo no mesmo barco”, declara Lorena. 

Projeto apoia e acolhe pessoas vivendo com HIV/AIDS

O Comitê Arte pela Vida arrecada recursos há 26 anos para ajudar pessoas que vivem com HIV no Pará com shows, exposições e vendas de bazar. Todo o dinheiro arrecadado além de manter a ONG, também leva comida à mesa de muitas famílias e recém diagnosticados -por meio de cestas básicas - que são atendidos pelo projeto social. 

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Isso porque, um dos principais lutas levantadas pelos mais de dez voluntários e coordenadores Francisco Vasconcelos e Davidson Porteglio, é fazer com que as pessoas que convivem com HIV não abandonem o tratamento e consigam ter uma boa alimentação, já que o efeito dos antirretrovirais só fazem sucesso se a pessoa comer bem e saudável. 

Francisco, Amália e Davidson são voluntários do Arte Pela Vida  (Igor Mota / O Liberal)

“Qualquer pessoa hoje em dia precisa ajudar em uma casa. Isso nos ajuda a viver melhor. Precisamos fazer laços de carinho, de afeto. Um sorriso salva vidas, a gente ganha tanto. Tem dias que eu chego em casa suado, de cabelo machucado, sem ter pensado em mim, mas ganhei tanto em um dia de voluntariado”, diz Francisco, acrescentando que estão abertas as inscrições para quem quiser se tornar voluntário e participar do comitê.

Voluntariado é sinônimo de amor ao próximo

Esse ato de gentileza e doação constante, que envolve o trabalho voluntário, significa para a dentista paraense Michelly Cunha muito mais do que tentar “compensar” o mundo promovendo uma corrente de boas ações pelo fato de, um dia, ter sido consequência disso. Quando era criança, ela foi adotada pelos pais e quando descobriu também quis fazer a diferença na vida de outras crianças. 

Uma parte dos voluntários da ONG Adote Um Sorriso  (Reprodução/ Arquivo pessoal Adote Um Sorriso)

Há seis anos Michelly idealizou o projeto Adote Um Sorriso, que começou como um simples projeto de faculdade, e hoje, conta com mais de 150 voluntários, conseguindo levar assistência médica, odontológica, ações recreativas, doações de alimentos e manhãs alegres para mais de 15 comunidades periféricas de Belém, além de regiões ribeirinhas e hospitais da capital paraense. 

“O sentimento de ajudar tantas crianças se tornou parte de mim e meu maior objetivo de vida junto com essas pessoas que estão dentro do Adote Um Sorriso. Sinto somente gratidão, porque a gente costuma pensar que está levando ajuda, um alimento. Mas, na verdade, a gente está recebendo em troca o amor delas, descobrindo a melhor maneira de lidar com o outro”, afirma a presidenta do projeto social. 

‘Quero fazer a diferença na vida de alguém’ 

O que deve motivar alguém a fazer trabalho voluntário? A estudante de farmácia, Samira Costa, sabe a resposta na ponta da língua, e claro, do coração: a vontade de fazer a diferença na sociedade. Ela tornou-se voluntária do Adote Um Sorriso há seis meses quando sentiu, ainda durante a pandemia da covid-19, necessidade de colocar a empatia em prática por conta da situação difícil que o mundo vivia. 

Voluntárias do Adote Um Sorriso durante uma ação do projeto  (Reprodução/ Arquivo pessoal Adote Um Sorriso)

De lá para cá, Samira já participou de várias ações do projeto social. Mas uma especial ficou gravada em seu coração: “Estávamos na Santa Casa quando uma mãe chegou com uma criança e falou que a filha queria pintar, mas não interagia, não falava com pessoas. Ela se sentou do meu lado, eu dei o papel, lápis de cor e conversei. No final, quando a mãe dela a chamou, o que me surpreendeu foi ela ter virado e dito: ‘tia, a senhora é minha nova melhor amiga!’. Foi incrível a sensação e até a mãe dela sorriu”. 

Para a universitária, a maior recompensa de trabalhar com o voluntariado, sem dúvidas, é receber em troca o sorriso das crianças. “Não tem energia melhor do que tu chegar em um lugar e ser recebida com palavras de carinho, dizendo que estavam com saudade. Eles não sabem o quanto são importantes para as nossas vidas, o quanto mudaram nossa forma de ser, nosso pensamento. A gente se sente como uma verdadeira família”, acrescentou.

Belém
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