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Conheça 7 momentos e 'perrengues' marcantes na vida dos professores paraenses

O convívio em sala de aula rendeu a esses cinco profissionais histórias únicas e valiosas

O Liberal

No dicionário da Língua Portuguesa, a palavra “professor” significa aquele "indivíduo que ensina, ministra disciplinas, matérias”. Mas, na prática, a profissão vai muito além desta simples definição. Dentro da sala de aula, todos os dias, os educadores vivem um turbilhão de emoções e passam por vários “perrengues” considerados até engraçados, mas que marcam a licenciatura.

Pensando em relembrar essas histórias e também em buscar homenagear os educadores, nesta sexta-feira (15), no Dia do Professor, o portal O Liberal reuniu os 7 momentos mais marcantes na vida de cinco profissionais da educação.

A rotina dentro da sala de aula são imprevisíveis e podem render boas gargalhadas

A espontaneidade das respostas de algumas crianças podem produzir muitas "pérolas". A pedagoga Roberta Albuquerque, que trabalha há dois anos  no AEE (Atendimento Educacional Especializado) em uma escola particular, em Belém, teve que ter jogo de cintura para lidar com a resposta inusitada de uma aluna. 

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Durante a revisão para a prova de geografia feita com os estudantes no 5° ano, neste ano, a professora descobriu que Paragominas, no sudeste paraense, é o "país mais populoso do mundo".  Você não sabia disso?

“A menina respondeu rapidamente a minha pergunta. Acho que a minha reação deixou a situação ainda mais engraçada. Arregalei os olhos, mesmo com máscara, foi perceptível o meu susto. Esse tipo de situação acontece muito. Acho divertido e a gente tem que conduzir da melhor maneira possível. São os pequenos momentos da prática escolar que fazem tudo valer a pena”, afirma Roberta.

Roberta Albuquerque. (Arquivo pessoal)

Nem sempre o professor está coberto de razão

Os 28 anos em sala de aula do professor de filosofia e religião, André Teixeira, também já lhe deram situações bem engraçadas.  Em uma aula no 6º ano, ele precisou fazer referência Gênesis e, pela primeira vez ficou sem palavras com a reação de uma aluna:

“Disse eu [durante a explicação]:  “Gente, vocês lembram quem foi Adão e Eva, né?”. Os alunos quase em uníssono: “Simmmm”. E eis que uma voz solitária solta: “A maior decepção da humanidade”. “Mas minha filha, por quê?”. “Prof, tava tudo perfeito. A terra, os bichinhos, a gente. Mas eles tinham que comer a "maçã," né?! Aí deu tudo errado e agora eu tô aqui tendo que fazer mil provas, exercício, teste... como é que vive assim?”. Rimos, e eu disse: “desse ponto de vista você está coberta de razão”.

Quem não cola não sai da escola? Errado! Você pode ser pego e tirar zero

Em aproximadamente duas décadas como professor de história, Rodrigo Dornelles, coleciona várias histórias curiosas. E uma delas ocorreu durante uma supervisão de provas de cálculo, no qual um aluno que quis bancar o 'espertinho', mas se deu mal. Quem nunca?

“O aluno estava muito tranquilo. Ele sabia que depois de certas horas poderia ir ao banheiro pegar cola no smartphone. Não havia detectores de objeto no colégio. Então, normalmente, a história era ir ao banheiro pegar a cola no sapato ou nas roupas íntimas [locais que ficavam escondidos o celular”,  explica Dornelles a "manha" dos estudantes. 

“Quando ele voltou, ele abriu a porta com bastante velocidade para sentar logo e marcar no cartão de resposta. Eu perguntei o que estava acontecendo, que ele estava muito tenso, muito agitado. Tentei o segurar e simplesmente me empurrou. Quase eu escorreguei e caí com a coordenadora. Ele só esqueceu de prestar atenção em uma coisa. Como alguém que passa mais de duas horas sem fazer nada, vai ao banheiro e recebe uma mensagem divina? Consegue responder as questões sem fazer [cálculo]. A coordenadora foi testemunha do "colão" e fez a retirada da prova”, disse. 

Rodrigo Dornelles. (Arquivo pessoal)

Os alunos também podem surpreender os professores quando menos esperam 

Uma simples resposta inocente de um aluno do Jardim II ganhou um grande significado para Thassia Albuquerque, docente que trabalha com educação especial.  A partir daquele momento, ela revela ter visto a vida com mais paixão e simplicidade. 

“Durante uma roda de conversa sobre as profissões,  perguntei a cada  aluno o que desejavam ser quando crescer. Muitos falaram médico,  advogado. Teve um aluno que disse que queria ser caminhoneiro .Os outros começaram a rir, e minimizaram. Eu parei o burburinho, e também curiosa,  perguntei o porquê de ser caminhoneiro. Ele olhou para todos e disse que ser caminhoneiro é viver conhecendo os lugares, viajando e se divertindo, pois a cada dia estaria em um lugar diferente. Todos se olharam...E aos poucos alguns quiseram mudar de profissão”, conta a professora. 

Thassia Albuquerque. (Arquivo pessoal)

E uma festa de aniversário organizada fora de época apenas para não deixar a data especial passar em branco? Foi desta forma que a pedagoga da escola pública,  Marília Martins foi surpreendida por seus alunos há dois anos. 

Marília Martins.  (Arquivo pessoal)

Na época, a professora tinha assumido a turma no lugar de uma amigo que faleceu. As crianças tinham o costume de, todos os meses, homenagear o aniversário de um professor, mas a docente afirma que jamais imaginaria que iria ganhar uma também. 

“Eu tive que trocar após o mês do meu aniversário, que é março, para assumir a turma em abril. Os meses se passavam e eles não queriam me perguntar a data para eu não perceber nada. Já estavam ansiosos para acontecer o tal "aniversário surpresa da professora". Foi então que tiveram a brilhante idéia de escolher uma data aleatória e fizeram um "aniversário fora de época, com direito a presentes,  bolo, balão e pipoca”, relata Marília, bastante feliz com o carinho dos estudantes.

O professor como referência na vida de um aluno 

A educação pode ser um lindo instrumento de transformação na sociedade. Mas, muito mais que isso, a sala de aula também tem o poder de mudar vidas. A professora Thassia trabalhou com um aluno com transtorno do espectro autista que costumava desenhar o amigo imaginário em um caderno por se sentir sozinho. Após ela realizar a socialização dele com os outros colegas, a educadora conseguiu fazer com que esta criança não se sentisse mais só, contribuindo positivamente para a vida dele. 

A magistratura é sinônimo de amor

“Ser professor é fazer-se verbo e conjugar-se todos os dias em todos os tempos e formas”. É assim que o docente André Teixeira define a sua profissão. Para ele, os alunos são capazes (todos os dias) de ensinar seus educadores dentro e fora da sala de aula. E o profissional deseja que haja um eterno "ame, respeite, acolha, tolere, creia, lute, perdoe" entre ambos. 

André Teixeira. (Reprodução / Arquivo pessoal)

Marília Martins acredita que essa troca entre aluno e professor é um aprendizado muito válido e engrandecedor. “Eu colaboro para a aprendizagem deles (alunos), mas também cresço e aprendo como pessoa e educadora”, afirma. 

E de onde vem os maiores frutos de tanta dedicação? Thassia explica que nada é mais inspirador do que poder ajudar na formação de pessoas e, mais para frente, reencontrá-los já formados. 

Texto: Amanda Martins, estagiária de jornalismo, sob a supervisão de Heloá Canali

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Belém
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