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Biscoito Monteiro Lopes surgiu de uma briga? História famosa em Belém é falsa; entenda

O historiador Márcio Neco revelou algumas verdades sobre esta e outras histórias da capital paraense

Victoria Rodrigues
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Se você é paraense, com certeza já deve ter escutado a lenda de como existiu o famoso biscoito Monteiro Lopes, que é coberto de chocolate e açúcar cristal. Para celebrar os 410 anos de Belém, o historiador Márcio Neco contou, em entrevista a O Liberal, a verdade sobre alguns aspectos da cidade e, inclusive, revelou que a rivalidade dos dois comerciantes na história do Monteiro Lopes não aconteceu.

“É fake a história de que existiam duas padarias, uma do seu Monteiro e outra do seu Lopes. Não há embasamento histórico para isso”, revelou o historiador Márcio Neco, sobre o surgimento do biscoito Monteiro Lopes, que é atribuído a Belém.

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A farsa do Monteiro Lopes

A famosa história do Monteiro Lopes, que é repassada de geração a geração entre os paraenses, conta que havia uma certa rivalidade entre dois padeiros no século XIX, o Manoel Monteiro e o Antônio Lopes, que ficavam próximos ao mercado do Ver-o-Peso. Na época, um padeiro fazia o biscoito com chocolate e o outro branco. 

Até que os seus filhos se apaixonaram e após o casamento, eles teriam decidido deixar de ser concorrentes para, desse modo, poder unir os biscoitos e batizá-lo de Monteiro Lopes, reforçando o perdão entre as famílias. Porém, apesar da lenda ainda ser reproduzida com grande frequência, Márcio contou que não há nenhuma precisão que comprove a veracidade da história do Monteiro Lopes.

Ainda no campo das histórias de Belém, o historiador revelou também que não há nenhum registro da estátua de uma menina paralisada por desobedecer à mãe na Catedral da Sé, nem relatos documentados sobre a famosa  Josefina, a mulher do táxi”. Apesar dela ter existido e esteja sepultada no cemitério Santa Isabel, “nunca houve registro de taxista que tenha levado ou ido cobrar corrida da Josefina”.

(Victoria Rodrigues, estagiária de Jornalismo, sob supervisão de Vanessa Pinheiro, editora web em Oliberal.com)

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