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Câncer: doença será a primeira causa de mortes no mundo até 2030; oncologista alerta para prevenção

Os tratamentos disponíveis para o câncer, estão entre eles: cirurgia, radioterapia, quimioterapia e outros medicamentos, dependendo do tipo, natureza, localização e grau da doença

Emanuele Corrêa

O câncer é um dos principais problemas de saúde pública no mundo. No Brasil são 626 mil casos novos por ano, com 232 mil mortes, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA). A estimativa é que até 2030, a morte por câncer seja a 1ª causa no mundo, superando a causada por doenças cardiovasculares, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). No Pará, com base nos dados parciais do Departamento de Informática do SUS (DataSUS), em 2021, os tipos mais recorrentes e incidências foram: 596 casos de câncer de mama, 377 casos de câncer de colo do útero, 249 de câncer de próstata e 339 de câncer de estômago. Diante dos dados, o dia 8 de abril chama atenção para a prevenção e combate ao câncer.

A médica oncologista, Paula Sampaio, ressalta que ao pensar no assunto "câncer", é indispensável falar antes de tudo em prevenção e, assim, falar sobre diagnóstico e tratamento. Ela afirma que no Brasil o crescimento da incidência é devido ao baixo investimento em prevenção.

"O câncer tem cura, existem várias formas de prevenção e os avanços da medicina nas últimas décadas vêm salvando milhares de vidas... Quando falamos em prevenção, é sempre bom lembrar que existem 2 tipos. A prevenção primária: estilo de vida saudável. Alimentar-se bem, praticar exercícios físicos regularmente, não fumar, controlar o peso corporal e o consumo de bebida alcoólica, dormir bem e se proteger do sol resume bem o que é um estilo de vida saudável. Esse tipo de prevenção pode evitar cerca de 30% dos cânceres, que são aqueles diretamente relacionados com os nossos hábitos”, destaca a médica.

“O segundo tipo de prevenção é a secundária, que são medidas que devem ser tomadas para assegurar o diagnóstico precoce. Essas medidas não evitam o câncer, mas salvam vidas, exemplo: todas as mulheres, a partir dos 40 anos, devem ter anualmente uma consulta com um especialista e fazer o exame de mamografia com o objetivo de detectar precocemente o câncer de mama. Quando o câncer é descoberto no início, as chances de cura são superiores a 90%”, completa.

Dona Durvalina Martins enfrentou um câncer no pulmão e hoje é uma multiplicadora de bons hábitos e cuidados com a saúde para prevenir a doença (Ivan Duarte / O Liberal)

Avanços no tratamento

Entre os tratamentos disponíveis para o câncer, estão eles: cirurgia, radioterapia, quimioterapia e medicamentos, dependendo do tipo, natureza, localização e grau da doença. Um levantamento feito pela Sociedade Americana de Câncer com dados de 1975 até 2019 mostra que o ano de 1991 pode ser considerado um marco, pois protocolos, medicamentos e recursos novos no combate ao câncer começaram a ser utilizados. "Se os Estados Unidos tivessem continuado a utilizar apenas os recursos disponíveis em 1991, em 2019, o número de mortes anuais de homens teria sido superior a 500 mil no país e o número foi pouco superior a 300 mil. O número de mulheres seria perto de 400 mil e foi de menos de 280 mil. Os avanços da ciência têm salvado milhares de vidas e isso vale para o resto do mundo”, explica Paula Sampaio.

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A médica destaca que, em Belém, na clínica particular em que trabalha, o mesmo medicamento que é usado nos Estados Unidos, na Europa ou no Japão é utilizado na capital paraense. O medicamento é o primeiro de uma nova geração de terapia-alvo voltado para a inibição específica da evolução do câncer, afirma. "Um exemplo é um medicamento chamado Tagrisso, indicado para um tipo de câncer de pulmão, que é o tipo que causa o maior número de mortes entre os homens e o segundo entre as mulheres, totalizando cerca de 1,59 milhões de mortes por ano no mundo. Por ser tão específico, tem efetividade alta e poucos efeitos colaterais. Ele é direcionado especificamente para a mutação das células cancerígenas. Os pacientes que tratamos têm tolerância e resposta muito boas”, explicou.

A aposentada Durvalina Martins, de 58 anos, começou a sentir dor nas costas e em outubro de 2021 as dores se intensificaram e ela precisou ser internada. Ela foi operada para retirar o excesso de líquido do pulmão, além de fazer a biópsia de um tumor pequeno. “O resultado demorou um mês, e como nunca fumei e nem convive com fumantes, tinha esperança de que não era nada grave, porque é muito difícil acordar um dia com um diagnóstico desse. É preciso muita fé e força para enfrentar o câncer”, lembra Durvalina.

"Gostaria de ressaltar, que um diagnostico desse não é fácil, porém temos que ter fé em Deus e confiança na medicina, que hoje esta muito avançada em relação ao tratamento do câncer. A minha família é a base de tudo, além da equipe medica oncológica. Atualmente estou com 3 meses de tratamento, tendo uma excelente evolução", finalizou.

Belém
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