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Presidente da Faepa sobre o agronegócio: ‘transformação social só acontece pela produção’

Durante o 57º Encontro Ruralista, Carlos Xavier destacou o que considera as principais potencialidades do estado envolvendo a produção no campo e a importância do setor agropecuário para a economia

Fabrício Queiroz

Na última semana, o 57º Encontro Ruralista reuniu lideranças do agronegócio e autoridades do Estado, entre elas o governador Helder Barbalho. O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), Carlos Xavier destacou a importância do encontro, as potencialidades do Pará na produção e o papel do setor para o Estado. “Nós estamos dando segurança alimentar à sociedade brasileira e também dando hoje a contribuição efetiva na economia”.

Qual a importância, depois desse período pandêmico, de reunir o setor agropecuário pra discutir os temas estratégicos para a área e para o Estado do Pará?

O Estado do Pará tem hoje o maior território para desenvolver as atividades do agronegócio e pelo próprio isolamento social do produtor rural, ele continua produzindo. Nós não paramos. Você está vivo aqui porque tomou café hoje, almoçou e vai jantar, e se não tivesse o baco-baco? Porque pra Covid tem vacina, mas se não tivesse alimentação, você não existiria. Nós estamos dando segurança alimentar à sociedade brasileira e também dando hoje a contribuição efetiva na economia. Então, com essa visão, nós reunimos todas as lideranças do estado para aproveitar as nossas potencialidades e transformar esse estado no primeiro estado de desenvolvimento dessa nação brasileira. Temos tudo pra isso. Temos uma estabilidade climática, nunca passamos de 40º, do lado de cá nunca tivemos geada, temos água e temos o território.

"Nós estamos dando segurança alimentar à sociedade brasileira", ressalta Xavier. (Foto: Filipe Bispo / O Liberal)

Quais os temas estratégicos para o setor neste ano de 2022, pensando também no futuro?

O Pará é o único estado que tem uma legislação com relação ao meio ambiente. Nós temos uma lei que eu ajudei a construir, que diz que nós só poderemos utilizar o nosso território para atividade econômica em 35%, e 65% é reserva e o nativo natural que a gente tem, que é floresta. Só que esses 35% representam 45,5 milhões de hectares. Pra você ter uma ideia, isso é São Paulo e Paraná juntos. Então nós temos uma projeção de trabalhar aí 16 milhões de hectares para a pecuária, 11 milhões pra grãos, 4,25 milhões para floresta plantada, 4,25 milhões pra palma de óleo, 2 milhões pra cacau que nós somos os primeiros hoje do Brasil, 2 milhões para cana de açúcar, 1,25 milhão para a mandioca, que somos o primeiro, 2 milhões pro açaí, 1 milhão pra citricultura, e 750 mil hectares nas culturas menores, que são abacaxi, pimenta do reino, feijão-caupi e etc. E se juntarmos a isso a água que nós temos para socorrer o produtor rural, irriga 7 milhões de hectares, que é a maior agregação tecnológica hoje no agronegócio. Utilizar os fertilizantes, essa briga que está tendo entre Ucrânia e Rússia, nós temos que participar disso. Nós temos tudo que é jazida aqui de potássio, de fosfato, de tudo. Se nós decidirmos aqui explorar, vamos fazer com que esse estado dê uma arrancada imensa e o objetivo nosso é esse.

Com a participação hoje do governo do Estado, do poder público, há uma expectativa de parceria, de novos projetos que possam chegar para fomentar ainda mais o setor aqui no Estado?

Está acontecendo um fato muito importante que nunca aconteceu em governos passados. A gente tinha de qualquer maneira um bom relacionamento, mas esse governador tem uma visão que o agronegócio e o setor mineral é quem deve comandar a economia aqui do nosso estado e vem dando todo e qualquer apoio. Numa revista que nós estamos publicando, ele diz que a terra tem que cumprir o objetivo social que é produzir. E diz que o governo quando não atrapalha já está ajudando. Então, temos um governador que tem essa visão, e ele sabe que o setor pode dar uma decisiva contribuição à nossa sociedade, porque a transformação social só acontece pela produção. E qual a angústia que tenho aqui na casa e já senti que o governador também tem essa angústia? É que com todas essas potencialidades que eu falei, nós temos aqui no Marajó os menores índices de desenvolvimento e nós temos que procurar acabar com isso e só acaba com produção.  

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