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Tripulação de veleiro francês é resgatada pela Marinha após ficar à deriva no Pará

Embarcação estava a caminho da Guiana Francesa, mas apresentou problemas no dia 18 de dezembro e não pôde continuar o percurso. Tripulação voltou à terra firme na quarta-feira (28)

Camila Guimarães
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Oito tripulantes de um veleiro francês chamado "7 eme Continent" (Sétimo Continente), que pertence a uma organização ambientalista de mesmo nome, foram resgatados pela Marinha do Brasil após passar cerca de cinco dias à deriva em alto-mar no Pará, a aproximadamente 963 quilômetros de Belém. A embarcação estava a caminho da Guiana Francesa quando sofreu uma avaria no leme e não pôde continuar o trajeto.

O veleiro ficou à deriva no dia 18 de dezembro. Após uma tentativa frustrada de reparar o leme danificado, a tripulação emitiu um pedido de socorro que chegou ao Salvamar Norte, estrutura da Marinha responsável por missões de resgate e salvamento no mar e nas águas interiores do Norte do Brasil, com centro operacional localizado em Belém (PA).

A tripulação do Navio-Patrulha (NPa) "Bocaina", subordinado ao Comando do Grupamento de Patrulha Naval do Norte, Organização Militar com sede na capital paraense, foi quem localizou a embarcação francesa no dia 20 de dezembro. No dia 23, o Bocaina chegou ao ponto onde estava a embarcação francesa.

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Após o resgate da tripulação francesa, o Navio-Patrulha da Marinha retornou para Belém, chegando na manhã de quarta-feira (28), com todos os integrantes da expedição francesa, bem como o veleiro avariado, rebocado. Os tripulantes do veleiro eram quatro homens e quatro mulheres, todos de nacionalidade francesa, com idades entre 16 e 66 anos: Patrick Georges Deixonne (57 anos); Philippe Jean Gilbert Hirel (66); Fabien Marcel Francis Richard Allouard (30); Louise Denise Odette Belpalme (36); Samuel Deixonne (16); Lesia Lucia Josephine Piro (25); Maud Anne Laure Tarico (40); e Maria Marie Esperanza Batalla Sobrino Épouse Deluy (59).

image Registro da tripulação resgatada pela Marinha do Brasil. (Divulgação / Marinha do Brasil)

Os ocupantes do veleiro passaram por avaliação clínica, que atestou que todos estavam em boas condições de saúde, embora estivessem assustados e famintos – o veleiro ainda contava com boa reserva de água, mas os alimentos estavam escassos.

“Quando vi o navio militar se aproximar, pensei, ‘estamos salvos’! Foi uma experiência incrível sermos resgatados em condições seguras, o que foi difícil, pois o mar estava muito forte. Depois, quando estávamos no navio, me senti muito segura, porque todas as pessoas eram realmente muito humanas. Eu senti ‘agora podemos descansar!’. Foi uma excelente atmosfera aqui. As pessoas são realmente muito sociáveis. Foi a noite de Natal mais incomum em toda a minha vida. Eu gosto de estar no mar, então, não foi nada mal”, relata uma das resgatadas, Louise Denise Odette Belpalme, lembrando que a tripulação passou a noite de Natal no navio de resgate com militares do Brasil.

Para o comandante do Navio brasileiro, Capitão-de-Corveta José Heder Freitas Coelho, passar o Natal em alto-mar, após uma bem-sucedida missão de resgate, foi gratificante. “Houve bastante dificuldade, por causa das condições do mar. Demoramos algumas horas para conseguirmos arriar os botes e trazer a tripulação para dentro do navio. A primeira coisa que pediram foi comida. A união da tripulação nos ajudou a passar por esse momento com tranquilidade”.

Na chegada a Belém, o veleiro passou por revista de cães farejadores. Os tripulantes foram orientados a se apresentarem à Receita Federal, portando passaportes e os documentos da embarcação.

 

Disque 185: emergências marítimas ou fluviais

O Serviço de Busca e Salvamento da Marinha (Salvamar) tem a missão de prestar auxílio à vida humana em perigo no mar, nos portos e nas vias navegáveis interiores. Os integrantes do Salvamar estão sempre preparados e estrategicamente posicionados, 24 horas por dia, para prestar auxílio atendendo aos pedidos de socorro.

Para isto, são utilizados navios, aeronaves e mergulhadores da Marinha, bem como embarcações de entidades privadas, órgãos governamentais e empresas, acionadas por uma estrutura de auxílio mútuo. O canal 16 (frequência 156.8MHz) de uma estação rádio VHF (a bordo ou em terra) é exclusivo para chamada e escuta (internacional) para pedir socorro via rádio. O fone 185 é destinado exclusivamente para receber pedidos de socorro.

 

 

 

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