Suspeita de bomba em carro faz COE isolar quarteirão na Av. Visconde de Souza Franco

Equipes do esquadrão antibombas removeram o pacote de baixo do veículo e levarão para análise

Redação Integrada

A suspeita de uma bomba acoplada em um veículo que estava estacionado na Avenida Visconde de Souza Franco, no bairro do Reduto, atemorizou moradores e transeuntes que passavam pela localidade no final da noite desta terça-feira (10). O pânico começou quando um vigilante de carros avistou duas pessoas colando um "embrulho estranho" debaixo de um veículo Ranger Rover, de cor cinza escuro. O "pacote" foi embrulhado com fita isolante e fixado no assoalho do carro que estava parado na via, entre as ruas Municipalidade e Gaspar Viana, bem defronte de um hospital particular.

Os suspeitos de terem colocado o conteúdo misterioso debaixo do carro desceram de um veículo de cor prata e teriam realizado a ação ainda durante a tarde, por volta de 15h30, às vistas de todos que passavam pelo local. Contudo, foram observados atentamente por um flanelinha, que não foi identificado. O vigilante de carros, percebendo a movimentação atípica dos dois homens, ficou aguardando o proprietário da Ranger Rover chegar ao local para avisar sobre o que tinha presenciado há poucos minutos. O dono do veículo, que estava no hospital particular, saiu do local e, ao se aproximar de seu automóvel, foi informado pelo flanelinha acerca da suspeita de material explosivo no veículo.

Equipes do COE estiveram no local (Elivaldo Pamplona / O Liberal)

Inicialmente, a Polícia Militar foi acionada e, ao constatar a existência do pacote implantado no carro, solicitou apoio da Companhia de Operações Especiais (COE) e das Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas (ROTAM), que isolaram o local.

Depois de verificar que havia realmente um conteúdo aparentemente duvidoso embaixo do automóvel, os técnicos antibomba da COE puseram trajes anti fragmentação, usados para ocorrências com explosivos, e iniciaram o trabalho de remoção do material suspeito.

Após algumas horas de observação e análise preliminar do embrulho, os policiais técnicos antibomba decidiram retirar o pacote sem abri-lo, por questões de segurança, mas não conseguiram determinar o tipo de material que estava contido na trouxa plástica. O volume foi levado para o laboratório da COE para passar por perícia e posteriormente desmantelamento e destruição, caso seja confirmado que se trata de material explosivo.

Um resultado parcial da análise para afirmar se o embrulho era ou não uma bomba deverá ficar pronto até o começo da tarde desta quarta-feira (11), mas o laudo definitivo será entregue em até 15 dias.

O proprietário do veículo no qual estava o material suspeito foi levado para a Seccional Urbana de São Brás, onde o caso foi registrado, para prestar depoimento. Ele não deu informações sobre ameaças ou inimizades aos policiais militares que atenderam a ocorrência no local. O fluxo de trânsito foi normalizado na avenida por volta de 22h.

Polícia
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