Polícia Civil prende subtenente da PM por atropelamento fatal em Marabá
José do Espírito Santo Barbosa conduzia a caminhonete que colidiu em alta velocidade contra uma motocicleta
A investigação sobre um trágico atropelamento, registrado em janeiro, em Marabá, sudeste do Estado, ganhou um novo capítulo essa semana. José do Espírito Santo Barbosa, subtenente da reserva remunerada da Polícia Militar, foi preso preventivamente em sua residência, ontem (9), por volta das 16 horas, acusado de ser o condutor que vitimou Marlene Sousa Feitosa, de 51 anos.
O acidente, ocorrido na madrugada de 26 de janeiro no Bairro Belo Horizonte, também deixou Aguinaldo Almeida Pereira gravemente ferido. A prisão foi efetuada pela Polícia Civil em cumprimento a um mandado expedido pela juíza Alessandra Rocha da Silva Souza, da 1ª Vara Criminal de Marabá.
Embora o subtenente tenha se apresentado espontaneamente à delegacia dois dias após o ocorrido, onde confessou o envolvimento no ocorrido, a Polícia Civil avançou com o pedido de prisão preventiva. Até o momento, as autoridades não detalharam os fatos novos que motivaram a decisão judicial, mas o caso já era tratado sob a ótica de dolo eventual. A tese de dolo eventual sustenta que o condutor, ao assumir determinados riscos — como o excesso de velocidade registrado por câmeras de segurança —, assume também o risco de produzir o resultado morte.
De acordo com a Corregedoria da Polícia Militar em Marabá, o militar da reserva encontra-se atualmente custodiado no 4° Batalhão de Polícia Militar, no núcleo Nova Marabá.
Relembre o Caso
O cruzamento da Avenida 2000 com a Rua Fortaleza foi o cenário da colisão que causou forte comoção social. Imagens de circuitos de segurança, que circularam amplamente nas redes sociais, mostram o momento em que uma caminhonete avança em alta velocidade, atingindo a motocicleta onde estavam as vítimas.
A investigação localizou
inicialmente uma passageira do veículo, ouvida como testemunha chave para a identificação do condutor. Até o fechamento desta reportagem, a defesa de José do Espírito Santo Barbosa não foi localizada para comentar a prisão.
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