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Perícias descartam que pedaço de madeira tenha decapitado adolescente em Paragominas

Entenda o que as investigações descobriram sobre como aconteceu o acidente que vitimou Dayza Castro, de 17 anos

O Liberal
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As investigações da morte de Dayza da Silva Castro, de 17 anos, adolescente que foi decapitada durante um acidente de trânsito na BR-010, em Paragominas, no dia 22 de maio deste ano, mudaram a forma como o acidente vinha sendo interpretado até então. As informações iniciais eram de que o condutor da caminhonete envolvida no acidente estaria trafegando com um pedaço de madeira sobre o veículo e aponta desse objeto teria se chocado contra Daysa, que pilotava uma motocicleta, causando a decapitação. A perícia de imagens de câmera de segurança mudaram a versão.

Quem informa os detalhes é o delegado da Polícia Civil do Pará (PCPA) à frente do caso, que não teve o nome divulgado, mas conta sobre o acidente em um vídeo publicado nas redes sociais. Ele afirma que a polícia identificou duas câmeras de segurança nas imediações do acidente e, pelas imagens, a adolescente não se chocou com a ponta da madeira, mas sim com o próprio retrovisor do veículo.

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"Na verdade, quando a Polícia Civil foi informada do fato, nos foi repassado que possivelmente haveria uma madeira atravessada na caminhonete que o indivíduo estava trafegando, ou seja, o indivíduo que estava pilotando a caminhonete estaria com a carga de uma madeira atrás, na carroceria, atravessada. Alguns populares disseram que foi essa madeira que decepou a cabeça da vítima. Mas, quando tivemos acesso às câmeras de segurança da região, descartamos essa hipótese e a nossa perícia concluiu que o que decepou a cabeça da Daysa foi o próprio retrovisor do carro", relata o delegado.

Ele também dá detalhes da dinâmica do acidente, uma vez que Daysa não estava sozinha na motocicleta, mas seguia com uma passageira na garupa, identificada como Valéria: "Quando a moto de trás se chocou com o veículo, a outra, a Valéria, que era garupa, foi jogada para o outro lado da pista".

Nesta quarta-feira (11), o suspeito de envolvimento no acidente, que pilotava a caminhonete e naquela noite não prestou socorro às vítimas, se apresentou na delegacia de Paragominas. O mesmo delegado informa que, durante o depoimento, o suspeito diz que teve medo de ser linchado.

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